Saiba o custo total estimado da missão Artemis II da Nasa

Cada lançamento da cápsula Orion, utilizada na Artemis II, envolve gastos elevados

Publicado em 14 de abril de 2026 às 15:04

Cada lançamento da cápsula Orion, utilizada na Artemis II, envolve gastos elevados
Cada lançamento da cápsula Orion, utilizada na Artemis II, envolve gastos elevados Crédito: Divulgação/NASA

A missão Artemis II, da NASA, marcou mais um passo no retorno humano à Lua ao levar quatro astronautas para sobrevoar o satélite, incluindo o lado oculto, e voltar à Terra com segurança. O feito, no entanto, exigiu um investimento bilionário.

A estimativa é de que apenas essa missão tenha custado cerca de US$ 4,1 bilhões (aproximadamente R$ 20,4 bilhões). Já o programa Artemis como um todo pode alcançar US$ 100 bilhões até o fim da década, o equivalente a cerca de R$ 500 bilhões, segundo projeções baseadas em relatórios da própria agência e do governo norte-americano.

Quanto custa uma missão

Cada lançamento da cápsula Orion, utilizada na Artemis II, envolve gastos elevados. Os principais custos incluem:

• Cápsula e lançamento: US$ 1 bilhão (R$ 5 bilhões)

• Módulo de serviço (fornecido pela Agência Espacial Europeia): US$ 300 milhões (R$ 1,5 bilhão)

• Foguete de lançamento (uso único): US$ 2,2 bilhões (R$ 11 bilhões)

• Estruturas em solo: US$ 568 milhões (R$ 2,86 bilhões)

Esses valores não incluem investimentos anteriores em pesquisa, desenvolvimento de tecnologias e sistemas, o que indica que o custo real pode ser ainda maior.

A missão contou com a participação de empresas privadas do setor aeroespacial, como Boeing, Northrop Grumman e Lockheed Martin.

Curiosidade: até o banheiro custou caro

Um detalhe que chamou atenção foi o banheiro da nave, avaliado em cerca de US$ 23 milhões (R$ 115 milhões). Apesar de falhas registradas, os astronautas — Reid Wiseman, Victor Glover, Christina Koch e Jeremy Hansen — conseguiram cumprir a missão sem maiores problemas.

Por que investir tanto?

O objetivo vai além da exploração científica. O programa Artemis busca estabelecer uma presença humana sustentável na Lua e usar o satélite como base para futuras missões a Marte.

Há também interesses econômicos. A Lua possui recursos estratégicos, como o Hélio-3, considerado promissor para geração de energia limpa por fusão nuclear.

Além disso, a iniciativa faz parte de uma nova corrida espacial. Os Estados Unidos buscam manter liderança frente a países como a China, que planeja levar astronautas à Lua até 2030.

Mais do que uma missão isolada, a Artemis II é vista como um teste crucial para tecnologias e sistemas que devem inaugurar uma nova fase da exploração espacial.

Com informações do Pleno News