Sete pessoas estão presas em caverna no Laos há cinco dias após inundação

O grupo entrou no local em busca de ouro quando fortes chuvas bloquearam a saída; mergulhadores que atuaram no resgate da Tailândia em 2018 auxiliam nas buscas.

Publicado em 25 de maio de 2026 às 14:17

Sete pessoas permanecem presas há cinco dias em uma caverna remota na cidade de Long Gian, na província de Xaysomboun, no Laos.
Sete pessoas permanecem presas há cinco dias em uma caverna remota na cidade de Long Gian, na província de Xaysomboun, no Laos. Crédito: Reprodução/Thailand Rescue Diver

Sete pessoas permanecem presas há cinco dias em uma caverna remota na cidade de Long Gian, na província de Xaysomboun, no Laos. O grupo entrou na cavidade subterrânea na última quarta-feira (20), supostamente para procurar ouro, mas foi surpreendido por uma inundação repentina causada por fortes chuvas que bloquearam a única saída.

As autoridades acreditam que os desaparecidos possam estar a mais de 100 metros de profundidade da entrada. Devido à complexidade do cenário, a operação de resgate conta com o apoio de aproximadamente 100 pessoas, incluindo mergulhadores especializados e um especialista finlandês que participaram do resgate dos jovens jogadores de futebol na Tailândia, em 2018.

A equipe tailandesa Thailand Rescue Diver divulgou imagens que mostram as extremas dificuldades enfrentadas pelos socorristas: passagens muito estreitas, água em nível elevado e acesso geográfico difícil. Segundo os relatos, o trajeto de subida e descida da montanha onde fica a caverna tem mais de 4 quilômetros, o que obriga as equipes a dormirem no próprio local da operação.

Apesar dos esforços e do uso de bombas d'água, geradores e câmeras térmicas solicitados à Tailândia, o nível da água continua a subir constantemente devido à insistência das chuvas. "Ainda não sabemos se continuam vivos", declarou Bounkham Luanglat, responsável por uma associação local de resgate.

O resgatista tailandês Chakkit Taengtan relatou em vídeo que a missão é extremamente difícil e que, em certos momentos, as equipes precisam abandonar o interior da caverna por segurança, já que o volume de água não para de crescer.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.