Sindicato anuncia greve geral contra reforma trabalhista de Milei

Paralisação deve ocorrer quando proposta for analisada pela Câmara argentina

Publicado em 16 de fevereiro de 2026 às 17:35

Paralisação deve ocorrer quando proposta for analisada pela Câmara argentina
Paralisação deve ocorrer quando proposta for analisada pela Câmara argentina Crédito: Reprodução

Nesta segunda-feira (16), a Confederação Geral do Trabalho confirmou a realização de uma greve geral contra a reforma trabalhista proposta pelo presidente Javier Milei, na Argentina. A paralisação está prevista para acontecer quando o texto for analisado pela Câmara dos Deputados da Argentina, o que deve ocorrer na próxima quinta-feira (25).

A confirmação foi feita pelo secretário-geral do sindicato, Daniel Yofra, em entrevista ao jornal Clarín. Segundo ele, a greve será realizada sem manifestações nas ruas, com liberdade para que cada categoria decida como irá aderir ao movimento.

Durante a entrevista, Yofra também criticou a relação entre o governo e os sindicatos, afirmando que não há abertura para diálogo com a principal entidade trabalhista do país. Outros sindicatos argentinos também acompanham a mobilização e podem aderir à paralisação.

A principal preocupação das entidades é que a reforma proposta pelo governo afete direitos históricos dos trabalhadores. Entre os pontos mais questionados estão mudanças ligadas à economia e às relações de trabalho, que, segundo os sindicalistas, podem impactar diretamente o emprego e a proteção trabalhista no país.

A votação do projeto é aguardada com expectativa, já que o resultado poderá influenciar diretamente o cenário econômico e social argentino nas próximas semanas.