Publicado em 25 de junho de 2026 às 15:33
O governo da Venezuela oficializou a declaração de "zona de desastre" no estado de La Guaira após a região ser atingida por um terremoto duplo de magnitudes 7,2 e 7,5 na noite de quarta-feira. A catástrofe resultou na morte de pelo menos 188 pessoas e deixou centenas de feridos, com a cidade de Catia la Mar figurando como uma das mais impactadas pela destruição de dezenas de edifícios.>
A região de La Guaira, situada a cerca de 40 minutos de Caracas, enfrenta um cenário crítico com prédios totalmente reduzidos a escombros e outros com rachaduras severas que impedem o retorno dos moradores. "Foi terrível. Tudo, tudo desabou", relatou Yilsmaris Blanco, de 39 anos, uma das sobreviventes que viu sua vizinhança ser devastada. Devido à falta de energia elétrica e ao temor de novas réplicas, mais de vinte já foram registradas, milhares de pessoas estão dormindo nas ruas.>
Moradores como Antonio Bermúdez descreveram momentos de horror durante os tremores consecutivos, relatando que prédios começaram a colapsar enquanto tentavam buscar refúgio. Além da perda material, os sobreviventes enfrentam a escassez de itens básicos. "Não temos água, estamos morrendo de sede", lamentou Larry Rojas, morador de uma área com quase 200 torres residenciais afetadas.>
Equipes de socorro trabalham intensamente para localizar desaparecidos que ainda podem estar vivos sob os escombros. O chefe de operações de resgate, José Pacheco, destacou que a magnitude do desastre é inédita em suas três décadas de experiência e fez um apelo por reforço em equipamentos técnicos para auxiliar nas buscas em estruturas totalmente colapsadas.>
O fenômeno, identificado como um "sismo gêmeo", teve tamanha potência que os tremores foram sentidos em diversas cidades do Norte do Brasil. Enquanto as autoridades venezuelanas tentam contabilizar o número total de desaparecidos, países como o Brasil, EUA e nações europeias já iniciaram o envio de equipes de resgate e ajuda humanitária para auxiliar no atendimento às vítimas.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.>