Terremotos na Venezuela: número de mortos sobe para 3.342; mais de 16,7 mil pessoas ficaram feridas

Novo balanço oficial aponta aumento no número de vítimas. Equipes de resgate seguem atuando nas áreas atingidas com apoio internacional, enquanto autoridades mantêm ações de assistência às famílias afetadas.

Publicado em 5 de julho de 2026 às 21:11

(Imagens após do terremoto que atingiu a Venezuela) 
(Imagens após do terremoto que atingiu a Venezuela)  Crédito: Redes Sociais/X 

O número de mortos em decorrência dos fortes terremotos que atingiram a Venezuela em 24 de junho subiu para 3.342, segundo balanço divulgado neste domingo (5) pelo Ministério da Informação do país. A atualização também registra mais de 16,7 mil feridos, refletindo a gravidade da tragédia que devastou diversas regiões venezuelanas.

Em comparação com os dados divulgados no sábado (4), houve um acréscimo de 388 mortes. Na ocasião, o governo havia informado 2.954 vítimas fatais e 16.592 feridos.

Durante as comemorações do Dia da Independência, a presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, afirmou que o país não enfrenta risco de instabilidade social diante da catástrofe.

"Não haverá convulsão social, aqui o que existe é solidariedade social profunda do nosso povo", declarou.

Os terremotos ocorreram na manhã de 24 de junho, quando dois fortes tremores, de magnitudes 7,2 e 7,5, foram registrados com menos de um minuto de diferença. Os abalos provocaram o colapso de edificações, deixaram milhares de desabrigados e desencadearam uma ampla operação de resgate.

De acordo com o governo venezuelano, 16.309 pessoas foram diretamente afetadas pelos tremores, enquanto 83.793 famílias receberam assistência humanitária. O levantamento oficial também aponta que 856 edifícios sofreram danos, sendo que 190 desabaram completamente.

Entretanto, imagens analisadas pela NASA indicam que os impactos podem ser ainda mais amplos. A agência espacial estima que quase 60 mil edifícios tenham sofrido algum tipo de avaria em consequência dos terremotos.

As operações de busca por sobreviventes continuam nas áreas mais atingidas com o apoio de especialistas de mais de 30 países, incluindo o Brasil. Segundo o governo venezuelano, 3.281 socorristas internacionais participam das ações de resgate e assistência às vítimas.

Com informações do portal Metrópoles