Publicado em 6 de abril de 2026 às 14:25
Nesta segunda-feira (6), durante um evento de Páscoa na Casa Branca, o presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, referiu-se aos iranianos como "animais" ao ser questionado sobre a legalidade de possíveis ataques a estruturas civis no Irã. Ao responder se tais ações constituiriam crimes de guerra, o republicano afirmou: "Não, porque eles são animais".>
Trump declarou não estar preocupado com os alertas internacionais sobre o bombardeio de infraestrutura civil. Pelas normas do direito internacional, ataques a alvos civis em conflitos são proibidos e podem levar a julgamentos em tribunais internacionais. O governo iraniano já manifestou preocupação de que tais ofensivas configurem, de fato, crimes de guerra.>
A escalada de tensão ocorre após Trump publicar nas redes sociais, no domingo (5), que atacará a infraestrutura civil iraniana caso o governo local não reabra totalmente o Estreito de Ormuz até terça-feira (7). O presidente norte-americano também admitiu interesse nos recursos naturais do país persa: "Se eu pudesse escolher, eu tomaria o petróleo (do Irã)", embora tenha ressalvado que os cidadãos americanos desejam o fim do conflito.>
Apesar de afirmar que o governo iraniano estaria negociando "de boa fé", Trump demonstrou irritação e declarou que o país pagará "um grande preço". No fim de semana, ele já havia utilizado termos agressivos, chamando o governo iraniano de "bastardos malucos".>
Sobre as tentativas de pacificação, Trump confirmou que rejeitou a proposta de cessar-fogo elaborada pelo Paquistão, alegando que o texto "não era bom o suficiente". O Irã também recusou a proposta, afirmando preferir um acordo para o fim definitivo da guerra em vez de uma trégua temporária.>
Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.>