Publicado em 12 de março de 2026 às 23:16
O presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou nesta quinta-feira (12), que a seleção do Irã é "bem-vinda" à Copa do Mundo de 2026, mas que não considera apropriada sua participação, alegando riscos à "própria vida e segurança" dos jogadores e comissão técnica.>
A declaração foi feita em postagem na rede social Truth Social, plataforma de Trump, em meio ao conflito armado no Oriente Médio envolvendo Estados Unidos, Israel e Irã, que já dura cerca de duas semanas e inclui ataques aéreos contra alvos iranianos.>
"A seleção nacional de futebol do Irã é bem-vinda à Copa do Mundo, mas eu realmente não acredito que seja apropriado que eles estejam lá, para sua própria vida e segurança. Obrigado pela atenção nesse assunto", escreveu Trump.>
A fala vem dois dias após Trump ter dito ao presidente da Fifa, Gianni Infantino, durante reunião no Salão Oval, que os iranianos seriam "bem-vindos" para competir no torneio co-sediado por EUA, Canadá e México. Infantino confirmou publicamente que Trump reiterou a abertura à participação iraniana, apesar das tensões geopolíticas.>
O contexto da declaração de Trump é uma resposta indireta a posicionamentos iranianos: na quarta-feira (11), o ministro do Esporte do Irã, Ahmad Donyamali, declarou em entrevista à TV estatal que o país "não tem condições" de participar da Copa, culpando o "governo corrupto" dos EUA por ter "assassinado nosso líder", referência a ataques que eliminaram figuras-chave do regime iraniano. A Federação Iraniana de Futebol (FFIRI) rebateu Trump em comunicado nas redes, afirmando que "ninguém pode excluir a seleção do Irã" e cobrando que os EUA percam o direito de sediar o Mundial se não puderem garantir a segurança de todos os participantes.>
A Copa do Mundo 2026, com 48 seleções, está programada para ocorrer a partir de 11 de junho até 19 de julho. O Irã se classificou e foi sorteado no Grupo G (com Bélgica, Nova Zelândia e Egito), com jogos previstos em cidades americanas como Los Angeles e Seattle. Caso o Irã confirme a desistência — o que parece iminente —, a Fifa já estuda substitutos, como o Iraque.>
A declaração de Trump mistura convite formal com alerta de risco, ecoando preocupações de segurança em um contexto de guerra aberta. A Fifa, que historicamente tenta isolar o esporte da política, ainda não se manifestou oficialmente sobre o impasse.>