Publicado em 15 de agosto de 2026 às 10:56
Uma nova declaração do presidente norte-americano Donald Trump voltou a inflamar as relações com o governo iraniano. Em meio a tratativas travadas para um acordo de paz no Oriente Médio, o chefe do Executivo dos Estados Unidos afirmou que pretende declarar o Estreito de Ormuz como território sob domínio americano. A medida busca aumentar a pressão diplomática sobre Teerã, mas esbarra em diretrizes do direito internacional e na própria Carta da ONU, que proíbem o uso da força ou a apropriação unilateral de territórios e passagens marítimas de outras nações.>
A rota em questão é tida como o gargalo mais valioso do comércio de energia global: por aquele corredor aquático passa cerca de um quinto de todo o petróleo consumido no planeta, servindo de canal de escoamento para grandes exportadores como Arábia Saudita, Emirados Árabes Unidos e o próprio Irã. As águas territoriais do estreito são divididas entre o Irã e Omã, sob regras da Convenção das Nações Unidas sobre o Direito do Mar que garantem a livre navegação internacional. Em resposta, Teerã reafirmou sua autoridade sobre a região, rechaçou as ameaças de Washington e manteve a exigência do controle de tráfego pela Guarda Revolucionária como ponto central das negociações para o fim das hostilidades.>
Paralelamente às declarações sobre a via marítima, a administração americana prepara uma ofensiva financeira contra o país persa. Em entrevista à emissora Fox News, Trump reforçou que usará o peso econômico dos EUA para pressionar o adversário. A sinalização ocorre após o secretário do Tesouro, Scott Bessent, antecipar que uma bateria de sanções econômicas sem precedentes deve ser anunciada pelas autoridades americanas nos próximos dias.>