Publicado em 23 de julho de 2024 às 12:28
Em entrevista a jornalistas de agências internacionais, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) disse na última segunda-feira, 22, que o presidente da Venezuela, Nicolás Maduro, precisa respeitar o processo democrático para o país voltar à normalidade. O petista afirmou que o líder do país vizinho precisa aprender a vencer e a perder eleições. >
“Eu fiquei assustado com a declaração do Maduro dizendo que se ele perder as eleições vai ter um banho de sangue. Quem perde as eleições toma um banho de voto. O Maduro tem que aprender, quando você ganha, você fica. Quando você perde, você vai embora”, declarou Lula. >
O chefe do Executivo afirmou que mandará o assessor especial da Presidência da República, Celso Amorim, para acompanhar o pleito na Venezuela. Além disso, a Justiça Eleitoral brasileira também deve mandar observadores. O petista disse que pedirá que o Legislativo também acompanhe o pleito. >
“Eu já falei para o Maduro duas vezes, e o Maduro sabe, que a única chance da Venezuela voltar à normalidade é ter um processo eleitoral que seja respeitado por todo o mundo. Se o Maduro quiser contribuir para resolver a volta do crescimento na Venezuela, a volta das pessoas que saíram da Venezuela e estabelecer um Estado de crescimento econômico, ele tem que respeitar o processo democrático”, declarou Lula. >
“Eu estou torcendo que aconteça isso para o bem da Venezuela, para o bem da América do Sul”. >
BANHO DE SANGUE >
O presidente da Venezuela, Nicolás Maduro (Partido Socialista Unido da Venezuela, esquerda), disse na última quarta-feira, 17, que o país pode acabar em “banho de sangue” e “guerra civil” caso ele perca as eleições. As declarações foram dadas durante um comício de campanha realizado na Parroquia de La Vega, em Caracas, capital venezuelana. >
Na ocasião, Maduro pediu para os eleitores garantirem a “maior vitória na história eleitoral”. “Em 28 de julho, se não querem que a Venezuela caia num banho de sangue, numa guerra civil fratricida como resultado dos fascistas, garantamos o maior sucesso, a maior vitória na história eleitoral do nosso povo”, disse o líder venezuelano. >