Araceli tem candidatura ao Governo do Pará oficializada e defende campanha limpa e sem baixaria

Convenção da Federação PSOL/Rede oficializou chapa com Fátima Santana como candidata a vice-governadora

Publicado em 4 de agosto de 2026 às 23:05

(A Federação PSOL/Rede oficializou, nesta terça-feira (4), a candidatura de Araceli Lemos ao Governo do Pará e de Fátima Santana como candidato a vice-governadora nas eleições de 2026.)
(A Federação PSOL/Rede oficializou, nesta terça-feira (4), a candidatura de Araceli Lemos ao Governo do Pará e de Fátima Santana como candidato a vice-governadora nas eleições de 2026.) Crédito: Ascom Psol/Rede 

A Federação PSOL/Rede oficializou, nesta terça-feira (4), a candidatura de Araceli Lemos ao Governo do Pará e de Fátima Santana como candidato a vice-governadora nas eleições de 2026. Durante a convenção estadual da federação, realizada em Belém, Araceli apresentou as principais propostas da campanha, defendendo o enfrentamento à corrupção, a retomada dos investimentos em políticas públicas e um governo voltado às necessidades da população.

Em um discurso marcado por críticas à atual gestão estadual e por propostas nas áreas de saúde, saneamento, segurança pública e direitos das mulheres, Araceli afirmou que aceitou disputar o governo por considerar que o Pará vive um momento que exige mudanças.

“Tenho 68 anos. Quem disse que nessa idade a gente tem que ficar em casa esperando a morte chegar? Eu não consigo dormir tranquila vendo o que está acontecendo no Pará. Meu partido conversou comigo e eu aceitei esse desafio porque o nosso estado precisa mudar”, declarou.

A candidata afirmou que pretende realizar uma campanha baseada no diálogo com a população e criticou o que chamou de “campanha de baixo nível” e a corrupção que, segundo ela, compromete investimentos públicos.

“Precisamos varrer a corrupção que assola o Pará, porque é ela que impede o dinheiro de chegar onde realmente importa: na saúde, na educação e nas políticas públicas. Também precisamos acabar com a falta de ética de quem se comporta como se fosse dono do Pará”, afirmou.

Araceli também destacou que a convenção da Federação PSOL/Rede respeitou as regras eleitorais, sem divulgação antecipada de números de urna.

“Aqui não tem nenhuma faixa com número porque existe dia e hora para isso. Nós respeitamos o código civilizatório e democrático do país”, disse Araceli durante o discurso.

Ao apresentar as prioridades do programa de governo, a candidata afirmou que a construção das propostas foi resultado da Caravana Sol a Sol, realizada pelo partido em diversas cidades do estado.

Segundo Araceli, durante as viagens pelo interior, as principais reclamações da população estiveram relacionadas ao abastecimento de água, às dificuldades de acesso à saúde e à falta de atendimento especializado.

“Ouvimos pessoas perguntando por que a água desapareceu da torneira, famílias cansadas de promessas e pacientes que precisam vender seus bens para conseguir tratamento de câncer em Belém”.

Entre as propostas anunciadas, Araceli defendeu a revisão do processo de privatização da Cosanpa e afirmou que pretende rever a gestão dos hospitais regionais administrados por Organizações Sociais (OS).

Na área da segurança pública, dedicou parte do discurso ao enfrentamento da violência contra as mulheres. A candidata defendeu uma política permanente de prevenção ao feminicídio, com a implantação de delegacias especializadas funcionando 24 horas nos 144 municípios paraenses e a criação de um Fundo Estadual destinado a mulheres vítimas de violência.

“Tolerância zero com o feminicídio. Não podemos continuar assistindo a essas notícias todos os dias. Vamos trabalhar para que nenhuma mulher precise voltar para o agressor por falta de condições financeiras”, declarou.

Araceli também reafirmou o apoio político ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva, defendendo que a aliança construída pela Federação no Pará estará ao lado do projeto nacional liderado pelo petista.

“Este é o palanque de Luiz Inácio Lula da Silva. Há quem queira apenas os recursos do governo federal e esconda o número do presidente. Nós não. Somos Lula e não temos vergonha disso”.

Encerrando o discurso, a candidata afirmou que a campanha priorizará o contato direto com a população.

“Nossa campanha será feita nas ruas, conversando com as pessoas, como sempre fizemos. Nós governamos ouvindo o povo. Eu confio na força do povo”, encerrou.

Com a homologação da chapa, a Federação PSOL/Rede inicia oficialmente a preparação para a campanha eleitoral.