Publicado em 5 de fevereiro de 2026 às 07:41
O Governo do Brasil voltou a fazer uma alerta sobre os impactos do crescimento acelerado das plataformas de apostas on-line em diversos setores da vida social, sobretudo na saúde. O assunto foi tema da participação de representantes do governo brasileiro em Genebra, na Suíça, nesta terça-feira (3). A cidade sedia a 158ª Reunião do Conselho Executivo da Organização Mundial da Saúde (OMS), evento que vai até sábado (7). A análise dos impactos da ascensão das bets sobre a saúde pública e o bem-estar das populações foi elaborada pelo Ministério da Saúde.>
A manifestação ressaltou que o Brasil tem observado consequências relevantes relacionadas ao sofrimento psíquico, ao desenvolvimento de comportamentos de risco e ao agravamento de vulnerabilidades sociais. Tudo isso exige respostas estruturadas e baseadas em evidências por parte dos sistemas de saúde.>
Destacou o interesse do País em impulsionar o debate internacional da pauta dos jogos e apostas no campo da saúde pública, liderando sua inserção na agenda regional e global. A proposta envolve uma articulação intersetorial, com atuação conjunta do Ministério da Saúde e do Ministério da Fazenda, além do diálogo com organismos internacionais e outros países, com o objetivo de compartilhar experiências, gerar alianças estratégicas e fortalecer respostas preventivas e assistenciais.>
O posicionamento brasileiro reforça a compreensão de que os impactos dos jogos de apostas on-line extrapolam o campo econômico e regulatório, alcançando dimensões centrais da saúde pública, como a prevenção de agravos, a promoção do cuidado integral e a proteção de grupos mais vulneráveis.>
Ao levar o tema ao Conselho Executivo da OMS, o Brasil contribui para ampliar a cooperação internacional, inclusive em fóruns internacionais futuros, como a Assembleia Mundial da Saúde, e estimular a construção de estratégias globais que reconheçam os efeitos do jogo problemático na saúde mental, reafirmando o compromisso do país com o multilateralismo e com a defesa da saúde como direito humano fundamental.>
Com informações do Governo Federal >