Publicado em 1 de julho de 2026 às 11:48
O xadrez político para a corrida presidencial ganhou um movimento de peso na manhã desta quarta-feira (1º). Em evento realizado na sede do PSD, em Brasília, o ex-governador de Goiás, Ronaldo Caiado, confirmou o nome do ex-prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, como o seu vice na chapa que vai concorrer ao Palácio do Planalto nas eleições de outubro. Com a definição, Caiado assume o posto de segundo pré-candidato a fechar oficialmente a sua composição de chapa para a disputa deste ano, acelerando as articulações de sua campanha.>
A escolha de Kassab vai muito além de uma simples composição partidária; trata-se de uma jogada altamente estratégica. A coordenação de campanha de Caiado enxerga o ex-prefeito paulistano como o articulador ideal para abrir portas e costurar alianças com partidos de centro e de direita no Congresso Nacional.>
A avaliação de bastidores é que a forte liderança e o trânsito político de Kassab serão fundamentais para garantir uma base sólida de apoio e governabilidade em um eventual mandato, blindando o governo de futuras crises parlamentares.>
O grande trunfo que a cúpula do PSD pretende colocar nas ruas é a capilaridade conquistada nas últimas eleições municipais de 2024. Naquele pleito, o partido teve um desempenho histórico e se consolidou como uma potência local ao eleger 891 prefeitos pelo Brasil. Na prática, a sigla comanda atualmente cidades que somam mais de 37 milhões de habitantes.>
O plano é acionar essa gigantesca rede de prefeitos e lideranças regionais para criar uma forte onda de apoio à candidatura de Caiado nos municípios, impulsionando seu nome nacionalmente.>
A união com Kassab chega em um momento crucial para o projeto político do ex-governador goiano, que trabalha para quebrar a polarização e se firmar como a principal alternativa de terceira via no país. No mais recente levantamento de intenção de voto divulgado pela pesquisa BTG Nexus na última segunda-feira (29), Ronaldo Caiado aparece na quarta colocação da disputa, registrando 2% da preferência do eleitorado.>
A expectativa dos aliados é que a estrutura partidária robusta e o tempo de televisão que passam a ter com a chapa consolidada comecem a reverter esses índices já nas próximas semanas.>