Ciro Gomes confunde gesto de apoiador com sinal de facção e pede prisão de homem em comício no Ceará

Durante o lançamento de sua pré-candidatura ao governo do estado neste sábado, o político do PSDB interrompeu a fala ao achar que via símbolo do Comando Vermelho.

Publicado em 18 de maio de 2026 às 11:03

Ciro Gomes confunde gesto de apoiador com sinal de facção e pede prisão de homem em comício no Ceará
Ciro Gomes confunde gesto de apoiador com sinal de facção e pede prisão de homem em comício no Ceará Crédito: Reprodução/Redes sociais

O lançamento oficial da pré-candidatura de Ciro Gomes (PSDB) ao governo do Ceará foi marcado por um momento de grande tensão e constrangimento neste sábado (16). Discursando para apoiadores no bairro Conjunto Ceará, em Fortaleza, o político interrompeu abruptamente a sua fala para exigir que a segurança prendesse um homem na plateia.

Ciro acreditou ter visto o rapaz fazendo um sinal com as mãos em alusão à facção criminosa Comando Vermelho. Contudo, após ser alertado por assessores de que se tratava de um mal-entendido, ele voltou atrás imediatamente e pediu desculpas ao militante.

O susto aconteceu no Centro Educacional Evandro Ayres de Moura, local escolhido para o evento político. No meio do pronunciamento, Ciro apontou para o público e disparou que o cidadão estava fazendo apologia ao crime organizado, questionando se ele "queria ser preso" e ordenando a detenção. Logo na sequência, o pré-candidato foi avisado de que a pessoa estava apenas tentando formar as letras C e V com os dedos, uma provável referência às iniciais do próprio bairro (Conjunto Ceará) ou ao contexto local.

Justificando-se pelo excesso de preocupação com a segurança, ele se retratou dizendo que interpretou a situação de forma errada por ser alguém muito "vigilante".

Superado o mal-entendido, o evento seguiu com foco nas costuras políticas para as eleições de 2026. Ciro, que chegou acompanhado pela esposa, aproveitou o palanque para fazer duras críticas à atual administração estadual, pontuando que sua trajetória sempre foi pautada pela lealdade e pela gratidão ao povo cearense.

O tucano também aproveitou a grande concentração de aliados para desenhar como deve ser a composição de sua chapa majoritária na disputa pelo Palácio da Abolição. Ele anunciou publicamente o plano de convidar Roberto Cláudio, ex-prefeito de Fortaleza e integrante do União Brasil, para ocupar a vaga de candidato a vice-governador. Completando a arquitetura das alianças, Ciro indicou que Capitão Wagner, também do União Brasil, deve ser o nome da coligação na corrida para o Senado Federal, enquanto a vaga indicada pelo PL deve ficar com o Pastor Alcides.