Colômbia vai ao 2º turno em disputa marcada por polarização e segurança pública

O avanço de facções criminosas, dissidências das antigas Farc e grupos ligados ao narcotráfico foi apontado como uma das principais preocupações dos colombianos ao longo da campanha

Publicado em 1 de junho de 2026 às 08:25

Governo colombiano criticou anúncio feito por Daniel Noboa após conversa com candidato da oposição às vésperas da eleição.
Governo colombiano criticou anúncio feito por Daniel Noboa após conversa com candidato da oposição às vésperas da eleição. Crédito: Reprodução

A disputa pela Presidência da Colômbia será decidida em segundo turno. Com quase a totalidade das urnas apuradas neste domingo (31), o candidato de direita Abelardo de la Espriella, do movimento Defensores da Pátria, terminou a primeira votação na liderança, com 43,7% dos votos válidos. O senador Ivan Cepeda, representante da coalizão de esquerda Pacto Histórico, ficou em segundo lugar, com 40,9%, e também garantiu vaga na etapa decisiva, marcada para 21 de junho.

Os dois nomes já apareciam como favoritos durante a campanha e protagonizarão um confronto que opõe projetos distintos para o futuro do país. Enquanto De la Espriella defende uma política de endurecimento no combate às organizações criminosas e grupos armados, Cepeda aposta na ampliação das negociações e na continuidade das políticas implementadas pelo governo do presidente Gustavo Petro.

A segurança pública dominou o debate eleitoral. O avanço de facções criminosas, dissidências das antigas Farc e grupos ligados ao narcotráfico foi apontado como uma das principais preocupações dos colombianos ao longo da campanha. Nesse cenário, De la Espriella ganhou espaço ao prometer ações mais rigorosas contra a criminalidade, incluindo o fortalecimento das operações militares e a construção de novas unidades prisionais.

Já Cepeda, que participou das negociações que resultaram no acordo de paz firmado com as Farc em 2016, sustenta que o diálogo continua sendo o caminho mais eficiente para reduzir a violência no país. O senador também defende propostas voltadas para questões sociais, como valorização salarial e reforma agrária.

Após a divulgação dos primeiros resultados, o presidente Gustavo Petro afirmou nas redes sociais que não concordava com a apuração inicial dos votos. Apesar da manifestação, as autoridades eleitorais seguiram o processo normalmente.