Publicado em 17 de setembro de 2026 às 09:10
A disputa eleitoral de 2026 ganhou um ingrediente tecnológico que mudou a dinâmica dos municípios paraenses: a participação direta dos eleitores na fiscalização das ruas. Integrando praticidade e agilidade, o aplicativo Pardal Eleitoral desenvolvido pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) se transformou no termômetro e na principal ferramenta de denúncias contra irregularidades de campanha no estado.>
Dados consolidados até o início da noite de quarta-feira (16) revelam que o Pará já acumulou 550 registros de infrações políticas, espalhados por 62 cidades. O volume expressivo mostra que os moradores assumiram o papel de fiscais, usando os smartphones para registrar o que as regras eleitorais proíbem.>
Belém na liderança e os alvos preferidos>
A capital paraense lidera o ranking estadual com folga, concentrando 256 queixas. Na sequência aparecem municípios como Ananindeua (40), Castanhal (27) e Tucuruí (24).No topo da lista de incômodos que levam a população a acionar o sistema estão a ocupação indevida de vias públicas que soma 139 registros e o barulho excessivo gerado por carros de som e trios elétricos, contabilizando 128 casos.>
Quando o assunto são os alvos das reclamações, os candidatos aos cargos legislativos lideram o descontentamento: postulantes a deputado estadual acumulam 181 menções, enquanto os concorrentes à Câmara Federal aparecem com 154 registros.>
O que é e como funciona o Pardal Eleitoral?>
O Pardal é o aplicativo oficial da Justiça Eleitoral criado especificamente para que qualquer cidadão atue no combate aos abusos de campanha.>
Como acessar: O login é feito de forma segura utilizando a conta unificada do Gov.br ou os dados do aplicativo e-Título.>
Garantia de sigilo: Embora a identificação com nome e CPF seja obrigatória para evitar trotes e uso político, a identidade do denunciante é mantida em absoluto sigilo pelo sistema.>
Passo a passo: O usuário seleciona a opção de nova denúncia, descreve a infração e anexa provas indispensáveis, como fotos, vídeos, áudios ou links. Após o envio, um número de protocolo é gerado para o acompanhamento do andamento.>
Da denúncia à apuração na Justiça>
O grande fluxo de dados exige rigor técnico. No Pará, a triagem inicial das mensagens enviadas por celulares (com forte predominância de acessos via sistemas iOS e Android) resultou em caminhos distintos: centenas de casos foram formalizados como processos na Justiça Eleitoral para aplicação de multas, enquanto outros volumes foram arquivados por falta de provas consistentes.>
Para que uma denúncia realmente avance e resulte em punição aos candidatos infratores, os órgãos de controle reforçam que o envio de provas detalhadas e de boa qualidade diretamente pela plataforma digital é o fator decisivo.>