Publicado em 23 de julho de 2026 às 08:52
As declarações do senador e pré-candidato à Presidência da República, Flávio Bolsonaro (PL-RJ), durante um encontro com representantes diplomáticos em Brasília, reacenderam o debate sobre o sistema eleitoral brasileiro e repercutiram nos bastidores da disputa presidencial de 2026. No evento, realizado na última terça-feira (21), o parlamentar mencionou questionamentos sobre a segurança das urnas eletrônicas e defendeu a participação ampliada de observadores internacionais no processo eleitoral.>
Durante a apresentação, Flávio Bolsonaro citou a empresa "Smartmatic" ao comentar denúncias relacionadas ao sistema eleitoral venezuelano. Em resposta à repercussão, o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) reiterou que a companhia nunca forneceu urnas eletrônicas nem desenvolveu os programas utilizados nas eleições brasileiras. Segundo a Corte, todo o projeto das urnas e do sistema eletrônico de votação foi concebido e é administrado pela própria Justiça Eleitoral.>
Ao se manifestar sobre o tema, o senador afirmou que não pretendia colocar em dúvida o modelo brasileiro de votação, mas defendeu que especialistas e missões internacionais acompanhem o processo eleitoral para ampliar a transparência. Na mesma fala, ele voltou a criticar a decisão da Justiça Eleitoral que tornou o ex-presidente Jair Bolsonaro inelegível após reunião com embaixadores realizada em 2022.>
A repercussão do episódio também alcançou o ambiente político. Integrantes da pré-campanha e dirigentes partidários avaliam que a retomada do debate sobre as urnas eletrônicas pode dificultar a estratégia de ampliar o diálogo com eleitores independentes e partidos de centro, considerada importante para a construção de alianças na corrida ao Palácio do Planalto. Essas avaliações foram divulgadas por veículos de imprensa que acompanham os bastidores da campanha.>
Desde 2022, o TSE mantém disponível uma série de esclarecimentos públicos sobre o funcionamento das urnas eletrônicas e reforça que o sistema brasileiro passa por etapas de auditoria, fiscalização por entidades habilitadas e testes públicos de segurança antes de cada eleição. Após as declarações de Flávio Bolsonaro, a Corte voltou a divulgar essas informações para rebater a associação entre o sistema brasileiro e a empresa mencionada pelo senador.>
O episódio ocorre em um momento de intensificação da pré-campanha presidencial e recoloca o tema da confiança no processo eleitoral no centro das discussões políticas, assunto que já marcou disputas eleitorais anteriores e continua sendo acompanhado por partidos, instituições e observadores nacionais e internacionais.>
Texto por Pedro Moraes, com a supervisão de Danielle Zuquim.>