Eduardo Bolsonaro falta a interrogatório marcado pelo STF

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de tentar interferir nas investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, caso em que Jair Bolsonaro foi posteriormente condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão

Publicado em 14 de abril de 2026 às 16:32

STF torna Eduardo Bolsonaro réu por suspeita de interferência em processos judiciais
STF torna Eduardo Bolsonaro réu por suspeita de interferência em processos judiciais Crédito: Reprodução/Agência Senado

O ex-deputado Eduardo Bolsonaro não compareceu, nesta terça-feira (14), ao interrogatório no Supremo Tribunal Federal (STF), no processo em que é réu por coação no curso do processo. Com a ausência, o caso pode avançar para as etapas finais antes do julgamento.

Como não indicou advogado, Eduardo é representado pela Defensoria Pública da União (DPU).

Filho do ex-presidente Jair Bolsonaro, ele é acusado pela Procuradoria-Geral da República (PGR) de tentar interferir nas investigações sobre a suposta tentativa de golpe de Estado, caso em que Jair Bolsonaro foi posteriormente condenado pelo STF a 27 anos e 3 meses de prisão.

Segundo a PGR, Eduardo teria buscado apoio do governo de Donald Trump para aplicar sanções e tarifas contra o Brasil e contra autoridades do Judiciário, como forma de retaliação ao julgamento.

Durante a audiência, o juiz auxiliar do ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, afirmou que o interrogatório não pôde ser realizado devido à ausência do réu.

O magistrado deu prazo de cinco dias para que a DPU e a PGR informem se desejam pedir novas diligências. Caso não haja solicitações, o ministro poderá abrir prazo para a apresentação das alegações finais, última etapa antes da decisão. Primeiro se manifesta a PGR, e depois a defesa.

Ameaças a ministros

De acordo com a PGR, a estratégia de Eduardo e de Paulo Figueiredo, aliado da família Bolsonaro e também réu no processo, seria pressionar ministros do STF com a ameaça de sanções internacionais, tanto contra os magistrados quanto contra o próprio Brasil.

Para isso, eles teriam usado contatos nos Estados Unidos, incluindo pessoas ligadas ao alto escalão do governo norte-americano.

Com informações do G1