Publicado em 29 de abril de 2026 às 20:05
O Senado Federal rejeitou nesta quarta-feira (29), a indicação do nome do advogado-geral da União, Jorge Messias, para o cargo de ministro do Supremo Tribunal Federal (STF). A decisão representa uma derrota histórica para o governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), uma vez que a última rejeição de um indicado ao STF pelo Senado ocorreu há mais de 130 anos, em 1894.>
Messias, indicado por Lula para a vaga aberta com a aposentadoria do ministro Luís Roberto Barroso, havia sido aprovado na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado por 16 votos a 11, após sabatina realizada mais cedo nesta quarta. No entanto, no plenário, o nome não alcançou os 41 votos necessários para aprovação. A votação foi secreta.>
A rejeição ocorreu apesar dos esforços do governo para articular apoio, inclusive com votos considerados “silenciosos”. A indicação enfrentou forte resistência da oposição, especialmente da bancada do PL e de senadores evangélicos, além de insatisfação em setores do centro e da própria base aliada. O presidente do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP), também foi apontado por parlamentares como influente no resultado negativo.>
Reação do governo e da oposição>
Aliados do governo classificaram o resultado como um revés político significativo, que expõe a dificuldade de articulação do Executivo com o Congresso neste momento. O Palácio do Planalto deve agora iniciar a busca por um novo nome para indicar ao STF.>
Líderes da oposição celebraram a decisão. O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), que mais cedo havia sido criticado por um gesto de cordialidade com Messias durante a sabatina, reforçou que seu partido fechou questão contra a indicação no Senado.>
A rejeição de Messias é vista como um fato raro na história republicana e pode representar um endurecimento da relação entre o Senado e o governo Lula nos meses que antecedem as eleições de 2026.>
A vaga no Supremo permanece em aberto. Lula deverá enviar ao Senado uma nova mensagem com outro nome para ocupar a cadeira deixada por Barroso.>
Com informações do G1>