Líder do PL abraça Messias em sabatina, é criticado e se explica: ‘Princípio de educação’

Jorge Messias, atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), é o nome escolhido por Lula para ocupar a vaga que será aberta com a aposentadoria da ministra Rosa Weber, no STF

Publicado em 29 de abril de 2026 às 19:12

(O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, abraça o advogado-geral da União, Jorge Messias)
(O líder do PL na Câmara, Sóstenes Cavalcante, abraça o advogado-geral da União, Jorge Messias) Crédito: Reprodução/TV Senado

O líder do PL na Câmara dos Deputados, Sóstenes Cavalcante (RJ), gerou polêmica nesta quarta-feira (29), ao abraçar o advogado-geral da União, Jorge Messias, durante sua sabatina na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado. O gesto foi alvo de duras críticas de bolsonaristas nas redes sociais, o que levou o deputado a gravar um vídeo para explicar o ocorrido.

Durante a sessão de sabatina de Messias, indicado pelo presidente Lula para uma vaga no Supremo Tribunal Federal (STF), Sóstenes se dirigiu até o indicado, cumprimentou-o com um abraço e conversou brevemente ao seu ouvido por cerca de 23 segundos. As imagens circularam rapidamente e provocaram forte repercussão negativa entre parte da base do PL e apoiadores do ex-presidente Jair Bolsonaro.

Horas depois, Sóstenes Cavalcante publicou um vídeo em suas redes sociais para rebater as críticas. “Ser educado não pode ser confundido com posicionamento político”, afirmou. Ele explicou que o gesto foi “um princípio de educação na convivência política”, lembrando que já se encontrou com Messias em outras ocasiões para tratar de assuntos de interesse do seu estado e da bancada do PL.

O deputado reforçou que o abraço não representa qualquer apoio à indicação: “O PL no Senado já fechou questão e todos os nossos senadores votarão contra a indicação de Jorge Messias para o Supremo Tribunal Federal. Fiquem tranquilos”.

Contexto da sabatina

Jorge Messias, atual chefe da Advocacia-Geral da União (AGU), é o nome escolhido por Lula para ocupar a vaga que será aberta com a aposentadoria da ministra Rosa Weber. A sabatina na CCJ é etapa obrigatória antes da votação no plenário do Senado.

Sóstenes Cavalcante, pastor evangélico e um dos principais nomes da bancada religiosa no Congresso, tem se posicionado publicamente contra a indicação de Messias. Em entrevistas recentes, ele criticou o alinhamento político do AGU, afirmando que “antes de ser evangélico, ele é petista”.

O episódio desta quarta-feira expõe as tensões dentro da oposição: de um lado, a necessidade de convivência institucional mínima no Congresso; de outro, as cobranças de setores mais radicais do bolsonarismo, que rejeitam qualquer demonstração de cordialidade com nomes do governo Lula.

Com informações do portal G1