Escala 6x1: proposta para reduzir jornada deve ser votada na Câmara na próxima semana

O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a admissibilidade da PEC será votada na semana que vem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com previsão de análise no plenário até o fim de maio.

Publicado em 7 de abril de 2026 às 17:57

O presidente da Câmara, Hugo Motta
O presidente da Câmara, Hugo Motta Crédito: Reprodução 

A proposta que prevê o fim da escala de trabalho 6x1 (seis dias de trabalho para um de descanso) deve avançar no Congresso nos próximos dias. O presidente da Câmara, Hugo Motta, afirmou que a admissibilidade da PEC será votada na semana que vem na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ), com previsão de análise no plenário até o fim de maio.

Segundo Motta, após a votação na CCJ, será criada uma comissão especial para discutir o mérito da proposta antes de levá-la ao plenário, garantindo espaço para manifestação de diferentes setores.

PEC ou novo projeto?

Nos bastidores, integrantes do governo de Luiz Inácio Lula da Silva cogitaram enviar um novo projeto de lei com urgência constitucional, o que aceleraria a tramitação. No entanto, a tendência agora é manter o andamento da PEC já em análise.

Projetos com urgência precisam ser votados em até 45 dias em cada Casa do Congresso, ou passam a travar a pauta legislativa.

O que muda na jornada

A proposta em discussão tem como objetivo reduzir a carga de trabalho semanal e ampliar o descanso dos trabalhadores:

• A PEC da deputada Erika Hilton prevê:

• Jornada máxima de 36 horas semanais

• Três dias de folga

• Já a proposta defendida pelo governo sugere:

• Jornada de 40 horas semanais

• Dois dias de descanso

• Sem redução de salários

Resistência e debate econômico

Representantes do setor produtivo demonstram preocupação com a mudança, alegando possível aumento de custos para empresas e impactos na geração de empregos.

Economistas avaliam que a redução da jornada precisa vir acompanhada de ganhos de produtividade, com investimento em qualificação profissional, inovação e melhorias em infraestrutura.

A discussão ainda está em fase inicial no Congresso e deve ganhar força nas próximas semanas.

Com informações do G1