Flávio aumenta carga contra STF e diz que corte quer fazer a vez do TSE e interferir em eleição

Flávio disse que o Tribunal é parcial e prejudica parlamentares de direita.

Publicado em 15 de julho de 2026 às 21:58

Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ
Senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ Crédito: Fabio Rodrigues/Agência Brasil

O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL-RJ) aumentou nesta quarta-feira, 15, a carga sobre o Supremo Tribunal Federal (STF) e acusou, sem provas, os ministros Alexandre de Moraes e Flávio Dino de tentar interferir nas eleições e usurpar as funções do Tribunal Superior Eleitoral (TSE). A estratégia repete o pai, o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL), que costumava atacar os tribunais.

"Estou vendo claramente dois ministros do Supremo tentando interferir na eleição diretamente, que é o Alexandre de Moraes e o Flávio Dino. Eles são integrantes da primeira turma do Supremo estão fazendo uma articulação para que essa primeira turma do Supremo seja uma espécie de bypass do Tribunal Superior Eleitoral durante as eleições", declarou, em entrevista ao podcast Flow.

Flávio disse que o Tribunal é parcial e prejudica parlamentares de direita e voltou a chamar de "desproporcional" a decisão de Moraes que o proibiu de visitar Jair Bolsonaro por 90 dias. O senador também defendeu o impeachment de ministros do Supremo a partir do ano que vem.

Adversários

O senador voltou a defender união da centro-direita e disse que "não vai se prestar ao papel" de criticar adversários à Presidência, como Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo).

"Atacando o Flávio, ou o Flávio atacando o Caiado, ou o Caiado atacando o Zema, acho isso um desserviço e não vou me prestar a esse papel. Vou ficar defendendo o que eu acredito, as propostas que eu tenho", declarou.

Flávio reafirmou esperar ir para o segundo e, que nesse, caso, precisará do apoio dos adversários de mesmo espectro. "Não vou ficar aqui atirando em todo mundo, porque na minha cabeça, sei que mais cedo ou mais tarde, a gente vai ter que estar junto contra o PT. Não faz sentido a gente atacar um ou outro no espectro da centro-direita pensando em poder pensando em quem vai para o segundo turno", falou.