Flávio Bolsonaro aceita abrir sigilos, mas impõe diversas condições a Lula

A proposta envolve dados dos últimos oito anos

Publicado em 21 de outubro de 2026 às 16:10

Candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).
Candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) e o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Crédito: Charles Vieira/Marcelo Camargo/Agência Brasil

O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (21) que aceita abrir seus sigilos bancário, fiscal e telefônico, mas condicionou a medida ao cumprimento de uma série de exigências por parte do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).

A resposta do Senador veio após Lula apresentar ao Tribunal Superior Eleitoral (TSE), na terça-feira (20), um documento autorizando a abertura de seus sigilos e os de familiares, desde que Flávio faça o mesmo. A proposta envolve dados dos últimos oito anos.

Flávio, por sua vez, apresentou uma autorização que prevê a abertura de seus sigilos dos últimos 20 anos. O documento também inclui familiares citados por Lula e empresas das quais o senador é sócio ou administrador.

Entre as condições apresentadas pelo candidato do PL estão a abertura dos sigilos de Marco Aurélio Santana Ribeiro, conhecido como Marcola, além de dados relacionados ao Instituto Lula e aos filhos do presidente. Flávio também cobra a divulgação de gastos do cartão corporativo da Presidência e de registros de visitas ao Palácio da Alvorada.

A disputa sobre a abertura dos sigilos começou durante o debate presidencial da Band, no domingo (18), quando Lula desafiou Flávio a liberar seus dados bancários e telefônicos. O tema deve voltar a ser discutido no debate da TV Globo, marcado para sexta-feira (23).