Publicado em 28 de outubro de 2026 às 19:54
O senador Flávio Bolsonaro (PL) teve três versões de uma carta divulgadas nesta quarta-feira (28), após o envio inicial do documento a jornalistas por aliados. A primeira versão trazia um brasão antigo do país, com a inscrição “Estados Unidos do Brazil”. Nas versões seguintes, o símbolo foi corrigido e a forma como o parlamentar se apresentava no texto também foi alterada.>
O documento foi divulgado inicialmente por Paulo Figueiredo, aliado de Flávio que vive nos Estados Unidos. Na primeira versão, o senador chegou a se declarar “verdadeiro presidente do Brasil”, contestando o resultado oficial das eleições presidenciais.>
Brasão foi corrigido 13 minutos depois>
A primeira carta apresentava um símbolo utilizado no período histórico que vai da Proclamação da República, em 1889, até 1968, quando o brasão foi substituído pelo modelo então adotado durante a ditadura militar.>
Treze minutos após a circulação inicial, uma nova versão do documento foi compartilhada com o brasão da República Federativa do Brasil. Ao encaminhar o arquivo atualizado, Paulo Figueiredo escreveu: “Versão com brasão correto”.>
A correção modificou a identidade visual do documento, mas não encerrou as alterações no conteúdo da carta.>
Nova versão muda autodeclaração>
Em uma terceira versão, Flávio Bolsonaro deixou de utilizar a expressão “verdadeiro presidente do Brasil” e passou a se apresentar como “líder do Brasil”.>
As sucessivas modificações ocorreram em meio à repercussão das declarações do senador, que contestou o resultado eleitoral sem apresentar provas que sustentassem as alegações de fraude.>
Carta repercute após resultado das urnas>
A divulgação do documento ocorreu após a derrota de Flávio Bolsonaro para o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), conforme o relato divulgado sobre o episódio.>
A troca do brasão e as mudanças na descrição do próprio senador chamaram a atenção para as diferentes versões do material distribuído à imprensa.>
As declarações contidas na carta, contudo, não alteram o resultado oficial das eleições. Qualquer contestação formal do processo eleitoral depende da apresentação de elementos verificáveis e da análise das autoridades competentes.>
Com informações do portal O Globo>