Flávio Bolsonaro diz que e-mails do Missão foram tratados como spam antes de filiação

Senador negou ter solicitado ingresso no partido e afirmou que mensagens recebidas pelo gabinete foram consideradas automáticas; TSE restabeleceu vínculo do parlamentar com o PL.

Publicado em 13 de agosto de 2026 às 22:54

(Senador Flávio Bolsonaro (PL)
(Senador Flávio Bolsonaro (PL) Crédito: Redes Sociais/Instagram

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou, durante uma live nesta quinta-feira (13), que seu gabinete recebeu e-mails enviados pelo Partido Missão no início de agosto, mas que as mensagens foram tratadas como spam pela equipe.

“Chegou no meu gabinete alguns e-mails automáticos desse partido. Como ninguém conhece, acaba que a assessoria vê aquilo e acha que é spam”, declarou o senador.

Flávio também negou ter tentado se filiar voluntariamente ao Missão. “Houve mais outra mentira dizendo que eu próprio teria tentado me filiar. Mentira, obviamente”, afirmou.

A declaração ocorreu após o Missão informar que o gabinete do senador teria recebido alertas relacionados a uma tentativa de filiação realizada em seu nome. Segundo a legenda, uma primeira movimentação teria ocorrido em 2 de agosto, antes de uma nova operação resultar na inclusão de Flávio entre os filiados do partido.

Filiação apareceu no sistema eleitoral

O caso veio a público nesta quinta-feira, quando Flávio Bolsonaro apareceu no sistema da Justiça Eleitoral como integrante do Missão e deixou de constar como filiado ao PL.

A alteração provocou um impacto imediato na situação eleitoral do senador, já que chegou a impedir temporariamente o registro de sua candidatura à Presidência da República pelo PL.

O Tribunal Superior Eleitoral informou que não houve invasão aos sistemas da Justiça Eleitoral. Segundo a Corte, a filiação foi registrada utilizando credenciais vinculadas ao próprio Partido Missão.

Posteriormente, o presidente do TSE, ministro Nunes Marques, determinou o restabelecimento da filiação de Flávio Bolsonaro ao PL, além da preservação dos registros relacionados ao episódio para investigação.

A apuração deverá esclarecer como a filiação ao Missão foi registrada, quem realizou a operação e se houve utilização indevida de credenciais ou dados do senador.

Com informações do portal Metrópoles