Flávio Bolsonaro pede ao TSE cassação da chapa de Lula e Alckmin por suposto uso eleitoral da Rádio Nacional

Ação aponta 36 trechos da programação da emissora e solicita inelegibilidade dos envolvidos, além de multas por possíveis abusos de poder político e dos meios de comunicação.

Publicado em 23 de outubro de 2026 às 19:09

(Candidatos à presidência da República) 
(Candidatos à presidência da República)  Crédito: Foto: Fernando Frazão/Agência Brasil | Ricardo Stuckert/Ascom Lula

O candidato à Presidência da República Flávio Bolsonaro (PL) acionou o Tribunal Superior Eleitoral (TSE) nesta sexta-feira (23) e pediu a cassação da chapa formada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) e pelo vice-presidente Geraldo Alckmin (PSB). A representação aponta um suposto uso eleitoral da Rádio Nacional em favor da candidatura petista.

Segundo informações do Metrópoles, a ação cita 36 trechos da programação da emissora, transmitidos entre 20 de agosto e 15 de outubro. De acordo com a defesa de Flávio Bolsonaro, 12 desses conteúdos teriam apresentado elogios a Lula e a medidas do governo federal, enquanto outros 24 conteriam críticas ao candidato do PL.

Entre os episódios mencionados está um comentário exibido no programa Alô Alô Brasil, relacionado ao Bolsa Família. A defesa sustenta que os conteúdos podem caracterizar favorecimento eleitoral e pede que a Justiça Eleitoral apure a conduta dos responsáveis.

Além de Lula e Alckmin, a representação inclui a presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), Antonia Pellegrino, e o apresentador Agostinho Teixeira. A ação solicita a investigação de possíveis abusos de poder político e uso indevido dos meios de comunicação.

A defesa também pede a inelegibilidade dos envolvidos, a aplicação de multas e a adoção de medidas para impedir a continuidade do suposto favorecimento até o segundo turno das eleições.

As alegações apresentadas por Flávio Bolsonaro ainda dependem de análise da Justiça Eleitoral. O ajuizamento da ação não significa que as irregularidades tenham sido comprovadas, nem que haja decisão definitiva sobre os pedidos de cassação e inelegibilidade.

Com informações do portal Luiz Bacci