Flávio Bolsonaro promete colocar Brasil no ‘Escudo das Américas’ se for eleito

Senador também criticou Lula e classificou discurso do presidente na ONU como “vexame”

Publicado em 23 de setembro de 2026 às 23:20

(Senador Flávio Bolsonaro (PL) ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump)
(Senador Flávio Bolsonaro (PL) ao lado do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump) Crédito: Divulgação/Donald Trump

O senador Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quarta-feira (23) que, caso seja eleito presidente da República, pretende incluir o Brasil no chamado “Escudo das Américas”, iniciativa liderada pelos Estados Unidos para ampliar a cooperação internacional no combate ao narcotráfico e ao crime organizado.

A declaração foi feita durante uma transmissão ao vivo nas redes sociais. Segundo o senador, a ausência do Brasil na iniciativa seria resultado de uma decisão política do governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Flávio afirmou que pretende mudar essa posição em um eventual governo.

O “Escudo das Américas” reúne países do continente em ações de cooperação contra organizações criminosas. Entre as medidas previstas estão o compartilhamento de informações de inteligência, operações coordenadas e ações financeiras contra grupos envolvidos com o tráfico de drogas e outros crimes.

Críticas ao governo Lula

Durante a transmissão, Flávio também criticou a participação de Lula na abertura da 81ª Assembleia-Geral da Organização das Nações Unidas (ONU), realizada na terça-feira (22), em Nova York.

O senador classificou o discurso do presidente como um “vexame” e fez críticas à condução do governo federal.

A declaração ocorreu um dia após 14 países da América Latina e do Caribe aderirem a uma iniciativa relacionada ao combate a organizações criminosas. Argentina, Bolívia, Chile, Colômbia, Costa Rica, República Dominicana, Equador, El Salvador, Guiana, Honduras, Panamá, Peru e Trinidad e Tobago estão entre os países que assinaram a declaração.

Os Estados Unidos haviam classificado, em maio, o PCC e o Comando Vermelho como organizações terroristas. A classificação norte-americana produz efeitos jurídicos nos EUA, mas não altera automaticamente a legislação brasileira.

Flávio afirmou que, em um eventual governo, pretende ampliar a cooperação do Brasil com os demais países envolvidos na iniciativa de combate ao crime organizado.

Com informações do portal Metrópoles