Publicado em 19 de julho de 2026 às 16:28
O senador e pré-candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou neste domingo, 19, que não pretende utilizar a equipe de segurança da Polícia Federal (PF) à qual os candidatos à Presidência têm direito durante a campanha eleitoral. Em publicação nas redes sociais, o senador disse que teme eventuais "infiltrados" em sua campanha, por não confiar na atual direção da Polícia Federal, comandada por Andrei Passos Rodrigues.>
"Não confio no atual chefe da PF. Não vou correr o risco de ele próprio infiltrar pessoas na minha campanha", escreveu em suas redes sociais.>
Flávio disse que solicitará que os agentes sejam direcionados para as investigações sobre as fraudes contra aposentados e pensionistas do Instituto Nacional do Seguro Social (INSS) e voltou a afirmar que faltam investigações sobre Luís Cláudio Lula da Silva, o Lulinha, filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT).>
"Peço que os servidores da PF que estariam à minha disposição sejam destinados, imediatamente, para a investigação do roubo dos aposentados do INSS. Se a desculpa oficial do chefe da PF para não investigar Lulinha - acusado de receber mensalinho do Careca do INSS - foi a falta de efetivo, quero dar a minha contribuição para que o dinheiro roubado no governo Lula seja devolvido aos aposentados", continuou.>
Flávio já tem sido acompanhado por seguranças e tem usado colete à prova de balas em seus compromissos públicos.>
Gastos com candidatos>
A Polícia Federal começa na segunda-feira, 20, uma operação para proteger os candidatos à Presidência da República nas eleições de 2026. A estrutura mobilizará até 458 servidores e contará com veículos blindados, equipamentos antidrone e kits de vistoria antibomba, com orçamento estimado em R$ 95 milhões.>
A proteção poderá ser iniciada após a homologação das candidaturas nas convenções partidárias e a solicitação formal pelas respectivas campanhas. Os nomes que de fato vão disputar o Palácio do Planalto só serão homologados após as convenções partidárias que começam em 20 de julho, com o registro de candidaturas seguindo até 15 de agosto.>
A estrutura foi dimensionada para atender, simultaneamente, até dez candidaturas, com equipes especializadas atuando em todos os Estados e com acompanhamento permanente das agendas de campanha. A corporação afirma que vai aplicar os mesmos critérios técnicos a todas as candidaturas, com o efetivo e os recursos definidos de forma individualizada conforme o nível de risco.>