Flávio pede que Moraes deixe investigação e que Mendonça assuma caso

Defesa do senador também solicita que André Mendonça assuma o caso e questiona decisão que impede Flávio de deixar o país

Publicado em 31 de outubro de 2026 às 10:43

Defesa do senador também solicita que André Mendonça assuma o caso e questiona decisão que impede Flávio de deixar o país
Defesa do senador também solicita que André Mendonça assuma o caso e questiona decisão que impede Flávio de deixar o país Crédito: Reprodução 

O senador Flávio Bolsonaro (PL-RJ) apresentou, na noite da sexta-feira (30), três pedidos ao Supremo Tribunal Federal (STF) relacionados à investigação sobre sua ligação com o advogado Willer Thomaz.

Em duas das petições, a defesa pede que o ministro Alexandre de Moraes deixe de conduzir o caso. Na terceira, solicita que o magistrado reveja a decisão que determinou o recolhimento do passaporte do senador e o proibiu de deixar o Brasil.

Um dos pedidos foi encaminhado ao presidente do STF, ministro Edson Fachin. A defesa quer que a investigação seja transferida para André Mendonça, sob o argumento de que ele já acompanha apurações relacionadas à Operação Sem Desconto e, por isso, seria o responsável por analisar o caso.

Segundo os advogados, a investigação sobre Willer Thomaz tem ligação com outras apurações que já estão sob a supervisão de Mendonça. A defesa afirma que todos os elementos do processo indicam que o ministro deveria assumir a condução da investigação.

Em outra petição também enviada a Fachin, os advogados pedem o impedimento e a suspeição de Alexandre de Moraes. A alegação é de que o ministro não deveria atuar no caso porque uma das empresas citadas na investigação possui, entre seus ativos, uma aeronave que teria relação com o escritório de advocacia de sua esposa, Viviane Barci de Moraes, em um contrato firmado com o Banco Master.

Já no terceiro pedido, apresentado diretamente a Moraes, Flávio solicita a devolução do passaporte e a revogação da proibição de deixar o país.

A defesa também declarou que o senador está disposto a colaborar com as investigações, comparecer aos atos para os quais for convocado e prestar os esclarecimentos solicitados pelo STF.

Sobre os elementos apontados na decisão de Moraes, os advogados afirmam que a relação próxima entre Flávio e Willer Thomaz é de amizade. Segundo a defesa, isso explicaria o fato de o senador aparecer como contato favorito do advogado em um aplicativo de mensagens e de ter recebido ajuda para custear passagens.

A petição também contesta a existência de uma conta bancária conjunta entre os dois. De acordo com os advogados, o Banco Santander negou que essa conta exista.

Por fim, a defesa afirma que a investigação da Polícia Federal não apresenta provas de participação do senador em atividades relacionadas à Rede Loto, à RioPag ou à Loterj, empresas citadas na apuração sobre a exploração de apostas no Rio de Janeiro.

Com informações da CNN Brasil