Jair Bolsonaro apresenta melhora e tem previsão de alta hospitalar para esta sexta-feira (27)

Ex-presidente está sem sinais de infecção aguda após tratamento de pneumonia e deve seguir para prisão domiciliar humanitária de 90 dias.

Publicado em 26 de março de 2026 às 15:44

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27). —
O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27). — Crédito: Adriano Machado/Reuters

O ex-presidente Jair Bolsonaro deve receber alta hospitalar nesta sexta-feira (27), conforme confirmado pelo hospital DF Star, em Brasília. De acordo com o boletim médico divulgado na tarde desta quinta-feira (26), Bolsonaro encontra-se sem sinais de infecção aguda e apresenta boa evolução clínica.

O documento médico detalha que o ex-presidente deverá permanecer em vigilância clínica pelas próximas 24 horas para que a alta seja devidamente confirmada. Bolsonaro foi internado no dia 13 de março após passar mal na Papudinha, onde estava preso, sendo diagnosticado com pneumonia decorrente de uma broncoaspiração. Ele chegou a passar 10 dias na Unidade de Terapia Intensiva (UTI), recebendo alta para o quarto na última segunda-feira (23).

Segundo o médico Brasil Caiado, o ciclo de antibióticos termina nesta quinta-feira, permitindo a transição para o ambiente doméstico. "Estamos com uma programação para alta para sexta-feira", afirmou o especialista, ressaltando que o paciente já saiu do quadro agudo.

A liberação hospitalar ocorre após uma decisão do ministro Alexandre de Moraes, do Supremo Tribunal Federal (STF), que concedeu ao político do PL o benefício da prisão domiciliar humanitária pelo prazo de 90 dias. A medida foi tomada justamente em razão das condições de saúde de Bolsonaro, que cumpre pena de 27 anos e três meses de prisão por golpe de Estado.

A residência do ex-presidente está sendo preparada pela família para garantir a continuidade do tratamento. Entre as adaptações, foi providenciada uma cama adequada para o refluxo, problema considerado central na saúde atual do político. Embora o médico considere o ambiente domiciliar "humanamente mais saudável", ele reforçou que Bolsonaro precisará de acompanhamento médico constante e estrutura específica para reduzir riscos residenciais.

Esta não é a primeira intercorrência médica de Bolsonaro desde sua prisão; em setembro do ano passado, ele apresentou vômitos e tontura, e em janeiro deste ano precisou de internação após sofrer uma queda na cela.

Com informações do g1.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Cássio Leal.