Publicado em 29 de novembro de 2025 às 16:15
O advogado-geral da União, Jorge Messias, indicado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva para ocupar a vaga deixada no Supremo Tribunal Federal (STF) pelo ministro aposentado Luís Roberto Barroso, vive um momento decisivo: ele precisa de mais três votos para garantir sua aprovação na Comissão de Constituição e Justiça (CCJ) do Senado e avançar para a votação em plenário.>
Segundo levantamento, Messias já conta com 11 votos favoráveis dos 27 integrantes da comissão. Para avançar, são necessários 14 votos. Entre os indecisos ou não manifestados estão parlamentares que, historicamente, tendem a seguir a orientação do governo, como os senadores Renan Calheiros (MDB-AL) e Cid Gomes (PSB-CE), caso confirmem apoio, Messias chegará a 13 votos, faltando apenas mais um.>
A sabatina na CCJ está marcada para o dia 10 de dezembro, prazo que, para analistas, representa um calendário bastante apertado para que o indicado do governo intensifique sua articulação.>
Apesar de o relator da indicação, Weverton Rocha (PDT-MA), já ter antecipado que vai apresentar parecer favorável a Messias, o cenário não é tranquilo. Há resistência de parte do Senado, inclusive do presidente da Casa, Davi Alcolumbre (União Brasil-AP), que teria preferido outro nome para o STF e, segundo fontes da imprensa, chegou a recusar diálogo com o indicado.>
Diante disso, Messias intensificou reuniões com senadores, num esforço de convencimento chamado de “beija-mão” no jargão político, buscando garantir votos suficientes. Sua confiança é de que o placar na CCJ seja apertado, mas alcançável.>
O que vem depois da CCJ>
Caso seja aprovado na CCJ, o nome de Messias será submetido ao plenário do Senado, onde precisará da maioria absoluta, ou seja, pelo menos 41 dos 81 senadores, para se tornar ministro do Supremo. Até o momento, a base governista não reúne esse número com folga, o que indica que o processo ainda reserva tensões e incertezas.>