Mendonça suspende acesso a dados sigilosos de Vorcaro em sala-cofre do Senado

Decisão do ministro atende à proteção da vida privada do investigado e determina nova triagem pela Polícia Federal.

Publicado em 16 de março de 2026 às 21:30

Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF
Ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal (STF Crédito: Carlos Moura/STF

O ministro André Mendonça, do Supremo Tribunal Federal, determinou nesta segunda-feira (16), a suspensão do acesso, por parte de parlamentares, aos dados sigilosos do empresário Daniel Vorcaro armazenados em uma sala-cofre do Senado Federal.

A medida atinge diretamente os trabalhos da CPMI do INSS, que analisava o conteúdo extraído do celular do investigado. Segundo a decisão, a suspensão é necessária para garantir a “preservação do sigilo em relação a aspectos da vida privada”.

Mendonça determinou que a Polícia Federal realize uma nova triagem do material, separando informações de caráter pessoal que não tenham relação com as investigações. Até que esse procedimento seja concluído, nenhuma pessoa está autorizada a acessar os dados armazenados no local.

“Eventual conteúdo que diga respeito exclusivamente à vida privada do investigado não deve ser compartilhado com a comissão”, destacou o ministro na decisão.

Após ser informado da determinação, o presidente da CPMI, Carlos Viana (Podemos-MG), ordenou o fechamento da sala-cofre para evitar acessos indevidos e possíveis vazamentos.

Desde a última semana, os dados estavam sendo organizados por equipes técnicas do Senado para facilitar a análise por deputados e senadores. A expectativa era de que o material pudesse ser consultado de forma mais detalhada a partir desta semana, o que foi interrompido pela decisão do STF.

Nos bastidores, parlamentares relataram que o conteúdo inclui arquivos sensíveis, como vídeos íntimos e registros envolvendo figuras políticas em situações privadas, o que reforçou a preocupação com a divulgação indevida das informações.

A decisão de Mendonça mantém o foco na proteção de dados pessoais e no equilíbrio entre o direito à investigação parlamentar e as garantias individuais previstas na legislação brasileira.

Com informações do portal G1