Publicado em 25 de junho de 2026 às 10:01
A Polícia Federal foi às ruas na manhã desta quinta-feira (25) para desarticular um suposto esquema que transformava verbas públicas destinadas a melhorias sociais em lucro privado. Um dos principais alvos da operação é o deputado federal Josimar Maranhãozinho (PL-MA). Agentes federais bateram à porta da casa do parlamentar para cumprir um mandado de busca e apreensão. A suspeita que move a ação é o desvio de emendas parlamentares, esquema que teria injetado dinheiro do antigo "orçamento secreto" em empresas ligadas ao próprio político e a seus aliados.>
A operação não parou na casa do deputado. Ao todo, a PF mobilizou equipes para cumprir 19 mandados de busca e apreensão espalhados pelo Distrito Federal, Goiás e Maranhão. O foco central está no rastro do dinheiro enviado por vários parlamentares por meio da Codevasf (Companhia de Desenvolvimento dos Vales do São Francisco e do Parnaíba).>
Segundo os investigadores, o dinheiro que deveria financiar obras públicas era direcionado para empreiteiras e prestadoras de serviços que pertencem, direta ou indiretamente, ao grupo investigado. O nó da questão é que o próprio Maranhãozinho consta como sócio de uma dessas empresas contratadas, o que acendeu o alerta das autoridades sobre o conflito de interesses e o suposto desvio.>
Esta não é a primeira vez que o parlamentar entra no radar do Judiciário pelo mesmo motivo. Em março deste ano, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia condenado Maranhãozinho por desvio de emendas, acusação que ele nega veementemente. Desta vez, a nova leva de buscas foi autorizada pelo ministro Flávio Dino, também do STF.>
Durante as vistorias realizadas nesta manhã, os policiais encontraram e apreenderam grandes quantias de dinheiro em espécie com os suspeitos. A PF, no entanto, ainda não confirmou se parte desse montante em dinheiro vivo foi localizada especificamente nos endereços do deputado.>
Se as suspeitas forem confirmadas ao final do processo, os envolvidos no esquema podem responder por uma lista pesada de crimes que inclui corrupção passiva, peculato, corrupção ativa, lavagem de capitais e organização criminosa. A investigação segue em andamento para mapear o tamanho do prejuízo aos cofres públicos e identificar outros possíveis beneficiários do esquema.>