PL oficializa candidatura de Éder Mauro ao Senado e confirma apoio a Daniel Santos no Pará

Convenção realizada em Belém definiu o deputado federal como nome da legenda para a Câmara Alta; partido ainda indicará o vice na chapa ao governo estadual.

Publicado em 4 de agosto de 2026 às 15:21

Candidato a deputado federal Éder Mauro ao Senado pelo Pará.
Candidato a deputado federal Éder Mauro ao Senado pelo Pará. Crédito: Reprodução/Instagram @edermauropa

O Partido Liberal (PL) oficializou, na manhã desta terça-feira (4), a candidatura do deputado federal Éder Mauro ao Senado pelo Pará. A decisão foi ratificada durante convenção realizada na sede do partido, em Belém. Na mesma ocasião, a legenda formalizou o apoio à candidatura de Daniel Santos (Podemos) ao Governo do Estado, indicando que o nome para o cargo de vice-governador da chapa também deve pertencer aos quadros do PL.

Natural de Belém e formado em Direito, Éder Mauro é delegado da Polícia Civil há mais de 30 anos. Ele está em seu terceiro mandato consecutivo como deputado federal, tendo sido eleito originalmente em 2014 e reeleito em 2018 e 2022. Na Câmara dos Deputados, sua atuação é voltada para pautas de segurança pública, defesa da propriedade e pautas conservadoras.

Durante o evento, o candidato destacou que sua principal proposta é assegurar a independência dos senadores e a harmonia entre os poderes. Éder Mauro defendeu que o Poder Legislativo deve ter autonomia para decidir sobre temas sensíveis, como o aborto, sem que haja interferência do Supremo Tribunal Federal (STF). Até o momento, os nomes para a primeira e a segunda suplência da chapa ao Senado não foram definidos.

Além da chapa majoritária, o PL lançou 68 candidaturas proporcionais para o pleito de 2026. A lista inclui 40 candidatos a deputado estadual e 18 para deputado federal. O partido informou ainda que não fará coligação para a segunda vaga disponível ao Senado nestas eleições.

De acordo com o calendário da Justiça Eleitoral, os partidos têm até o dia 5 de agosto para realizar suas convenções. Após essa etapa, as candidaturas precisam ser registradas no Tribunal Superior Eleitoral (TSE) até 15 de agosto, permitindo o início oficial da campanha eleitoral no dia seguinte, 16 de agosto. As eleições estão marcadas para o dia 4 de outubro.

Texto por Suellen Godinho, com supervisão de Adrielle Brito.