Publicado em 11 de fevereiro de 2026 às 09:37
A presidente do Tribunal Superior Eleitoral (TSE), ministra Cármen Lúcia, apresentou nesta terça-feira (10) um conjunto de recomendações que irão orientar a conduta ética de juízes eleitorais durante as eleições de 2026.>
As diretrizes já haviam sido antecipadas pela ministra na semana passada, durante a sessão de abertura do ano judiciário da Corte Eleitoral. Na ocasião, ela classificou as medidas como “parâmetros de comportamento adequado aos valores constitucionais”.>
Segundo Cármen Lúcia, o objetivo é uniformizar condutas e fortalecer a credibilidade institucional da Justiça Eleitoral no período eleitoral.>
A apresentação das regras ocorre em paralelo a outro movimento no Judiciário: o presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), ministro Edson Fachin, designou Cármen Lúcia como relatora do Código de Conduta do Supremo. A proposta é considerada uma das prioridades da atual gestão, embora enfrente resistência de parte dos ministros. De acordo com Fachin, o texto busca ampliar a transparência, a responsabilidade e a confiança pública na Corte.>
Código de conduta do TSE>
As recomendações aos juízes eleitorais foram detalhadas durante reunião com os presidentes dos Tribunais Regionais Eleitorais (TREs), na tarde de terça-feira.>
Entre os principais pontos estão a proibição de manifestações políticas, inclusive nas redes sociais, e a vedação ao recebimento de presentes ou favores que possam comprometer a imparcialidade. Também será obrigatória a divulgação prévia de agendas e audiências com partidos, candidatos e advogados envolvidos em processos eleitorais.>
Confira as principais orientações divulgadas pelo TSE:>
1. Dar publicidade às audiências com partes, advogados, candidatos e partidos políticos, divulgando previamente as agendas, mesmo quando realizadas fora do ambiente institucional.>
2. Adotar postura comedida em manifestações públicas ou privadas, inclusive em compromissos pessoais, sobre temas ligados ao processo eleitoral, estejam ou não sob sua jurisdição.>
3. Evitar participação em eventos que promovam confraternização com candidatos, representantes ou pessoas ligadas às campanhas, devido ao potencial conflito de interesses.>
4. Não se manifestar sobre escolhas políticas pessoais, em qualquer meio, inclusive redes sociais, para não comprometer a imagem de imparcialidade.>
5. Recusar ofertas, presentes ou favores que possam colocar em dúvida a independência do magistrado.>
6. Evitar qualquer sinalização de apoio ou oposição a candidatos, partidos ou ideologias, prevenindo suspeitas de favorecimento ou perseguição.>
7. Afastar-se de processos que envolvam escritórios de advocacia dos quais façam parte, preservando a ética e a independência da função.>
8. Não assumir compromissos externos que prejudiquem o desempenho das funções judiciais, consideradas pessoais e intransferíveis.>
9. Garantir que apenas autoridades competentes divulguem atos judiciais e administrativos, evitando interpretações equivocadas ou divulgação inadequada de informações.>
10. Reforçar a transparência como princípio essencial, assegurando ampla publicidade dos atos da Justiça Eleitoral e garantindo ao eleitor acesso a informações seguras e baseadas em fatos.>
Com informações do G1>