Renan Santos defende fim de justiça trabalhista e afirma que clt "ja era"

Renan também propôs que conflitos entre empregados e empregadores deixem de ser julgados pela Justiça do Trabalho e passem para a Justiça comum.

Publicado em 18 de agosto de 2026 às 19:02

Empresário e ativista político líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos.
Empresário e ativista político líder do Movimento Brasil Livre (MBL), Renan Santos. Crédito: REPRODUÇÃO/YOUTUBE

Renan Santos defende fim da Justiça do Trabalho e diz que “CLT já era”

O candidato à Presidência da República pelo partido Missão, Renan Santos, defendeu nesta terça-feira (18) o fim da Justiça do Trabalho e uma reformulação profunda da legislação trabalhista brasileira.

Durante um evento promovido pela União Nacional de Entidades do Comércio e Serviços (Unecs), em Brasília, o candidato afirmou que a Consolidação das Leis do Trabalho (CLT) está ultrapassada e declarou: “A CLT já deu, já era.”

Renan também propôs que conflitos entre empregados e empregadores deixem de ser julgados pela Justiça do Trabalho e passem para a Justiça comum. Segundo ele, a mudança reduziria custos e permitiria direcionar recursos para diminuir a carga tributária sobre a contratação de trabalhadores.

A proposta apresentada pelo candidato inclui ainda a adoção de um modelo mais flexível de contratação, com remuneração baseada nas horas trabalhadas e possibilidade de diferentes formatos de vínculo. Em seu site de campanha, Renan defende a substituição da CLT por um novo marco regulatório e estima uma economia de cerca de R$ 24 bilhões anuais com a extinção da Justiça do Trabalho.

Durante o evento, Renan também criticou a proposta de acabar com a escala 6x1, classificando a medida como uma “maluquice”. Ele afirmou que, em um eventual governo, pretende barrar a mudança.

As declarações colocam as relações trabalhistas entre os pontos mais controversos da campanha de Renan Santos, especialmente por envolverem mudanças estruturais em um sistema criado para regulamentar direitos e conflitos entre trabalhadores e empregadores.