Renan Santos propõe recriar a Guanabara e transformar Rio em unidade autônoma

Pré-candidato ligado ao MBL defende separação administrativa da capital fluminense, com autonomia sobre orçamento e segurança.

Publicado em 31 de março de 2026 às 12:07

Renan Santos propõe recriar a Guanabara e transformar Rio em unidade autônoma
Renan Santos propõe recriar a Guanabara e transformar Rio em unidade autônoma Crédito: Reprodução/MBL

O pré-candidato à Presidência da República Renan Santos, do partido Missão, colocou no centro do debate uma proposta que promete gerar forte repercussão nacional: a recriação do antigo estado da Guanabara, transformando a cidade do Rio de Janeiro em uma unidade federativa com administração própria.

A ideia, apresentada por Santos durante manifestações públicas e nas redes sociais, prevê a separação da capital fluminense do atual estado do Rio de Janeiro, retomando um modelo semelhante ao que existiu entre 1960 e 1975, quando a antiga Guanabara possuía estrutura administrativa independente.

Segundo o pré-candidato, a proposta busca devolver ao município autonomia para gerir o próprio orçamento, formular políticas públicas específicas e assumir maior controle sobre a segurança local. Na avaliação dele, a mudança seria uma resposta ao avanço da violência, à crise política e à perda de protagonismo econômico enfrentada pelo Rio nas últimas décadas.

Santos argumenta que a cidade entrou em um processo de enfraquecimento após deixar de ser a capital federal, com a transferência do poder para Brasília. Para ele, problemas históricos como corrupção, expansão desordenada de áreas vulneráveis e a saída de profissionais qualificados contribuíram para o cenário atual.

Outro ponto defendido pelo presidenciável é o uso das Forças Armadas em apoio às operações de segurança pública, como instrumento auxiliar no combate ao crime organizado e na retomada de territórios dominados por facções.

Apesar do impacto político da proposta, a medida enfrenta barreiras constitucionais relevantes. A Constituição Federal estabelece que mudanças na organização territorial do país dependem de aprovação do Congresso Nacional e consulta à população diretamente afetada, por meio de plebiscito. Além disso, a Carta Magna define o Brasil como uma união indissolúvel entre estados, municípios e Distrito Federal, o que torna qualquer alteração desse porte juridicamente complexa.