Publicado em 27 de julho de 2026 às 15:02
O Tribunal Superior Eleitoral (TSE) determinou que o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), o ministro da Secretaria de Comunicação Social, Sidônio Palmeira, e a Federação Brasil da Esperança apresentem esclarecimentos, no prazo de 48 horas, sobre publicações feitas em perfis oficiais do governo federal durante o período de restrições eleitorais.>
A decisão foi assinada pelo presidente da Corte, ministro Kassio Nunes Marques, após uma ação movida pelo Partido Liberal (PL). A legenda sustenta que canais institucionais do governo estariam sendo utilizados para divulgar programas, obras e realizações da atual gestão em período proibido pela legislação eleitoral.>
De acordo com o PL, aproximadamente mil publicações veiculadas nas redes sociais do Canal Gov, no Instagram e na plataforma X, teriam caráter de publicidade institucional. O partido argumenta que esse tipo de conteúdo é vedado nos três meses anteriores às eleições, por poder favorecer agentes públicos ou candidatos ligados ao governo.>
Além de solicitar as explicações dos envolvidos, Nunes Marques determinou que as plataformas Facebook e X preservem os conteúdos questionados para eventual análise no processo.>
Na decisão, o ministro destacou que uma avaliação inicial indica que parte das publicações pode se enquadrar como publicidade institucional voltada à promoção de programas, ações e obras do governo federal. Segundo ele, essa constatação preliminar demonstra a existência de elementos que justificam a continuidade da análise da ação.>
Apesar disso, o presidente do TSE não atendeu, neste momento, ao pedido do PL para suspender os perfis oficiais do governo ou impedir novas postagens. Para o magistrado, a quantidade de conteúdos apontados exige uma análise mais detalhada antes da adoção de medidas mais rigorosas.>
A legislação eleitoral brasileira proíbe a divulgação de publicidade institucional por agentes públicos nos três meses que antecedem o pleito, salvo em situações excepcionais previstas em lei. A regra busca evitar o uso da estrutura governamental para influenciar o processo eleitoral e garantir equilíbrio entre os concorrentes.>
Com informações do Pleno News>