Alfonso Herrera, ex-RBD, defende inclusão de refugiados nas políticas públicas; assista

O mexicano ainda agradeceu a recepção em Belém e destacou a importância da COP30 como espaço de visibilidade

Publicado em 12 de novembro de 2025 às 16:12

Alfonso Herrera ficou conhecido internacionalmente pelo personagem do Miguel, na série Rebeldes
Alfonso Herrera ficou conhecido internacionalmente pelo personagem do Miguel, na série Rebeldes Crédito: Roma News

O ator e ativista mexicano Alfonso Herrera, conhecido internacionalmente pelo grupo RBD e por sua atuação em causas humanitárias, participou nesta quarta-feira (12) da COP30, em Belém, e fez um apelo pela integração de refugiados e deslocados internos nas políticas públicas dos países anfitriões.

Durante sua fala, Herrera destacou que, independentemente da origem, seja Uganda, Honduras, El Salvador ou México, as necessidades das pessoas deslocadas são semelhantes: “Precisam de ajuda. E uma das grandes razões para estarmos aqui é integrar os refugiados na conversa, para serem incluídos nas políticas públicas dos países que os recebem”, afirmou.

O ator lembrou que 117 milhões de pessoas estão atualmente em movimento pelo mundo, e três em cada quatro delas sofrem diretamente os efeitos da crise climática.

“Estamos falando de uma dupla vulnerabilidade: o deslocamento forçado e as mudanças do clima. Por isso, é fundamental garantir assistência contínua, com monitoramento de longo prazo, e não apenas medidas emergenciais”, ressaltou.

Herrera comparou os impactos de guerras e desastres ambientais, dizendo que mesmo quando os conflitos terminam ou as enchentes cessam, “os estragos permanecem”. Para ele, o acompanhamento deve continuar mesmo após o fim das crises, para garantir reconstrução e dignidade às populações afetadas.

Encerrando sua fala, o mexicano agradeceu a recepção em Belém e destacou a importância da COP30 como espaço de visibilidade:

“É um prazer estar aqui e oferecer uma plataforma para todas essas pessoas que precisam ser ouvidas, e que não podemos deixar para trás”, concluiu.