Pará registra aumento no consumo de energia em 2025 e acende alerta

De acordo com a CCEE, o consumo de energia no Pará cresceu 4,3% em

Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 12:29

Diretoria da Associação Paraense de Energias Renováveis (ASPER)
Diretoria da Associação Paraense de Energias Renováveis (ASPER) Crédito: Foto Acervo ASPER

Enquanto o consumo de energia elétrica apresentou queda em grande parte do Brasil ao longo de 2025, especialmente na região Sudeste, o Pará seguiu na contramão da média nacional e registrou crescimento significativo na demanda, segundo dados da Câmara de Comercialização de Energia Elétrica (CCEE). O cenário reforça a necessidade de planejamento energético, eficiência no uso da eletricidade e ampliação de soluções baseadas em fontes renováveis no Estado.

De acordo com a CCEE, o consumo de energia no Pará cresceu 4,3% em 2025, colocando o Estado entre os três que apresentaram alta no país, ao lado do Acre (+9,3%) e do Maranhão (+7,4%). Em contraste, estados do Sudeste, como Espírito Santo (-3,6%) e Rio de Janeiro (-1,9%), registraram retração no consumo, reflexo do desempenho das atividades econômicas locais.

O aumento do consumo já é sentido na prática por comerciantes e consumidores paraenses. Em Belém, proprietários de pequenos negócios relatam elevação expressiva nas contas de energia, especialmente em estabelecimentos que dependem fortemente de equipamentos como aparelhos de ar-condicionado. Em um dos casos, a conta de luz ultrapassou R$ 1.000, levando o empresário a adotar medidas emergenciais para conter gastos, como a redução do uso de equipamentos elétricos e até o reajuste de preços dos serviços para manter os postos de trabalho. Situações como essa evidenciam como o custo da energia impacta diretamente a economia local e o dia a dia da população. Especialistas apontam que o aumento do consumo no Pará está ligado a fatores como altas temperaturas, maior uso de climatização, crescimento urbano e expansão de atividades comerciais e de serviços. Diante desse cenário, a orientação é priorizar equipamentos com selo de eficiência energética, que indicam menor consumo e maior economia ao longo do tempo. Para a Associação Paraense de Energias Renováveis (ASPER), os dados reforçam a urgência de políticas públicas e ações estruturantes voltadas à eficiência energética, à geração distribuída e ao uso de fontes renováveis, como a energia solar. O crescimento do consumo no Pará mostra que o Estado precisa avançar ainda mais no planejamento energético. Investir em eficiência e em geração renovável não é apenas uma questão ambiental, mas também econômica e social, pois reduz custos, gera empregos e aumenta a segurança do sistema elétrico”, destaca a ASPER.

O desempenho do Estado contrasta com a queda registrada em outras regiões do país e reforça o papel estratégico do Pará no debate sobre energia, especialmente no contexto da transição energética e da busca por soluções sustentáveis para atender à crescente demanda. A ASPER segue atuando para fomentar o uso consciente da energia, incentivar investimentos em fontes limpas e contribuir para que o Pará se consolide como referência nacional em inovação e sustentabilidade energética.

Parágrafo