Publicado em 27 de janeiro de 2026 às 13:22
O Ministério da Saúde passou a classificar como surto os casos de Doença de Chagas registrados em Ananindeua, na Região Metropolitana de Belém. No mesmo contexto, a morte de uma menina de 11 anos, ocorrida em Belém, é investigada como possível quarto óbito relacionado à doença, embora ainda não conste nos boletins oficiais da Secretaria de Estado de Saúde Pública do Pará (Sespa).
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A criança morava em Ananindeua e estava internada desde o dia 11 deste mês no Hospital Beneficente Portuguesa, no bairro do Umarizal. Exames confirmaram o diagnóstico de Doença de Chagas, e, segundo familiares, o quadro clínico evoluiu com complicações até o óbito. O sepultamento ocorreu nesta semana.>
De acordo com a família, há suspeita de que a infecção tenha ocorrido após o consumo de açaí no município de Ananindeua, hipótese que está entre as linhas de investigação das autoridades de saúde. O irmão da menina, também criança, segue internado com diagnóstico confirmado da doença.>
Caso ainda não aparece em balanço estadual>
A Sespa informou que os dados sobre casos e óbitos por Doença de Chagas são atualizados semanalmente, com base nas notificações oficialmente registradas pelos municípios. Por isso, casos ainda em investigação epidemiológica não entram imediatamente nos boletins estaduais.>
Já a Prefeitura de Ananindeua, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (Sesau), informou que contabiliza 37 casos confirmados da doença e três óbitos no município até o momento. Segundo a gestão municipal, as ações de prevenção e controle foram intensificadas.>
As medidas incluem fiscalização e orientação a batedores e vendedores de açaí, com atuação da Vigilância Sanitária e Ambiental em parceria com a Casa do Açaí, Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Polícia Municipal, para garantir boas práticas de higiene e manipulação do alimento.>
Ministério acompanha investigação>
O Ministério da Saúde confirmou que acompanha o surto em Ananindeua, associado à suspeita de transmissão oral da Doença de Chagas, e informou que presta apoio técnico às investigações. A pasta também reforçou que o tratamento da doença é oferecido gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS).>
As autoridades de saúde orientam que pessoas com sintomas suspeitos procurem atendimento em uma Unidade Básica de Saúde (UBS).>