ANS define reajuste máximo de 5,11% para planos de saúde individuais

Percentual autorizado para 2026 é o menor registrado em mais de duas décadas, fora o período da pandemia

Publicado em 29 de maio de 2026 às 14:24

Percentual autorizado para 2026 é o menor registrado em mais de duas décadas, fora o período da pandemia
Percentual autorizado para 2026 é o menor registrado em mais de duas décadas, fora o período da pandemia Crédito: Reprodução 

Nesta sexta-feira (29), a Agência Nacional de Saúde Suplementar (ANS) anunciou que os planos de saúde individuais e familiares poderão ter reajuste anual máximo de 5,11% em 2026. Segundo o órgão regulador, este é o menor índice autorizado desde o ano 2000, desconsiderando o período da pandemia da covid-19, quando houve redução nos preços dos planos.

O reajuste vale para contratos assinados a partir de 1º de janeiro de 1999 e afeta cerca de 7,7 milhões de brasileiros, o equivalente a 14,5% dos consumidores de planos de saúde no país. Diferente dos planos empresariais e coletivos, os planos individuais são contratados diretamente pelas pessoas físicas junto às operadoras.

De acordo com a ANS, o aumento só poderá ser aplicado no mês de aniversário do contrato. Nos casos de contratos com aniversário em maio e junho, a cobrança reajustada poderá começar em julho ou agosto, com cobrança retroativa ao mês de renovação.

O percentual de 5,11% ficou acima da inflação acumulada em 12 meses medida pelo IPCA-15, que registrou alta de 4,64% até maio. A agência explica que o cálculo dos planos de saúde leva em consideração fatores diferentes da inflação geral, como frequência de uso dos serviços médicos, custos hospitalares, exames, equipamentos e despesas assistenciais das operadoras.

Para chegar ao índice final, a metodologia da ANS considera principalmente o Índice de Valor das Despesas Assistenciais (IVDA), que tem peso de 80% no cálculo, além da inflação oficial, que representa os outros 20%.

O diretor-presidente da agência, Wadih Damous, afirmou que a definição do reajuste busca equilibrar a sustentabilidade financeira do setor com a capacidade de pagamento dos consumidores.

Nos últimos anos, os reajustes autorizados pela ANS apresentaram queda gradual. Em 2022, o aumento foi de 15,5%. Depois disso, os índices passaram para 9,63% em 2023, 6,91% em 2024, 6,06% em 2025 e agora 5,11% em 2026.

Além do reajuste anual, os planos de saúde também podem sofrer aumento por mudança de faixa etária, conforme regras previstas nos contratos.

Já os planos empresariais e coletivos seguem outra lógica. Nesses casos, os reajustes são definidos por negociação entre empresas e operadoras. Segundo levantamento divulgado pela própria ANS, esses planos registraram aumento médio de 9,9% nos dois primeiros meses de 2026, a menor alta dos últimos cinco anos.