Publicado em 20 de abril de 2026 às 22:57
O Banco de Brasília (BRB) decidiu não ficar só no prejuízo contábil. Em petição protocolada na última segunda-feira (13), na 13ª Vara Cível de Brasília, o banco público pede à Justiça que o patrimônio pessoal de Daniel Vorcaro, dos demais sócios e controladores do Banco Master seja usado para indenizar os prejuízos causados pela venda de carteiras de crédito “podres” ou inexistentes.>
Assinada pelo renomado escritório Machado Meyer, a manifestação defende que os réus, entre eles: Vorcaro, João Carlos Mansur, Daniel de Faria Jerônimo Leite, Daniel Monteiro e diversos fundos de investimento, respondam de forma solidária pelos danos. O objetivo é “viabilizar a efetiva recomposição dos prejuízos” ao BRB, que movimentou R$ 30,4 bilhões em carteiras do Master desde julho de 2024. Investigação da Polícia Federal aponta que cerca de R$ 12 bilhões referem-se a ativos que simplesmente não existiam.>
Os advogados do BRB argumentam que o bloqueio de ações no valor de R$ 376,4 milhões, determinado em fevereiro, é insuficiente diante de um rombo que pode chegar à casa dos bilhões. Por isso, pedem que o patrimônio pessoal dos envolvidos “se sujeite à condenação imposta ao Master”.>
O caso expõe uma das maiores crises já enfrentadas pelo banco público do Distrito Federal. O presidente do BRB, Nelson Antônio de Souza, já admitiu que a instituição precisará fazer um provisionamento de cerca de R$ 8,8 bilhões para cobrir as perdas. Enquanto isso, o Master e a Reag foram liquidados pelo Banco Central, e o escândalo segue rendendo investigações da PF.>
A Justiça ainda vai analisar os pedidos. Mas o recado do BRB é claro: não basta bloquear ações. Quem vendeu “fumaça” como crédito precisa colocar a mão no bolso — inclusive o próprio.>
Com informações do portal Metrópoles>