Publicado em 14 de janeiro de 2026 às 08:36
O ex-vereador Carlos Bolsonaro (PL-RJ) criticou duramente nesta terça-feira (13) a resposta da Polícia Federal (PF) ao problema de ruído intenso causado por um aparelho de ar-condicionado na Sala de Estado-Maior onde o ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) cumpre pena na Superintendência da PF, em Brasília (DF).>
Segundo Carlos, o equipamento provoca um som “intenso” e “enlouquecedor” de forma contínua, dificultando o descanso do pai e caracterizando, em sua avaliação, um “ambiente hostil”. Em vez de eliminar a origem do barulho, a solução adotada pelas autoridades teria sido fornecer protetores auriculares a Bolsonaro — medida que ele considerou irregular por transferir ao custodiado o ônus de suportar a situação.>
“Em vez de eliminar a causa do problema, foi-lhe fornecido protetores auriculares como suposta medida”, escreveu Carlos Bolsonaro em postagem na rede social X (antigo Twitter), afirmando que isso evidencia que os responsáveis têm “plena ciência de mais essa irregularidade”.>
O ex-vereador ainda declarou que “ruído constante, privação de descanso e ambiente hostil” podem configurar tratamento degradante, especialmente para alguém com um quadro de saúde considerado sensível, e pediu que providências urgentes sejam adotadas.>
Defensoria investiga e família intensifica pressão>
A família e aliados de Bolsonaro têm intensificado a pressão pública sobre as condições do encarceramento, levantando questionamentos sobre saúde e dignidade no cumprimento da pena. Nesta terça, a Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF) informou que instaurou um procedimento para analisar informações relacionadas às condições de saúde do ex-presidente, após receber ofícios de parlamentares pedindo providências.>
Bolsonaro está detido na Superintendência da Polícia Federal desde o final de novembro, após sua condenação pela Primeira Turma do Supremo Tribunal Federal (STF) por liderar uma organização criminosa em uma tentativa de golpe de Estado, com pena de 27 anos e três meses de prisão em regime fechado.>
A família e advogados do ex-presidente já haviam reclamado que o barulho do ar-condicionado prejudica o repouso mínimo necessário e têm solicitado medidas como isolamento acústico ou outras soluções, pedidos que, segundo a PF, seriam difíceis de implementar sem reformas estruturais no local.>