Corretora desaparecida em Caldas Novas é encontrada morta, diz delegado

Após o desaparecimento da corretora, no dia 19 de dezembro, o síndico foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição praticado contra Daiane

Publicado em 28 de janeiro de 2026 às 09:04

Natural de Uberlândia, em Minas Gerais, Daiane mora em Caldas Novas há cerca de dois anos.
Natural de Uberlândia, em Minas Gerais, Daiane mora em Caldas Novas há cerca de dois anos. Crédito: Reprodução

O mistério sobre o desaparecimento da corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, ganhou fim na madrugada desta quarta-feira (28). O síndico do prédio Cléber Rosa de Oliveira, e o seu filho, Maykon Douglas de Oliveira, foram presos e confessaram o crime. Nesta madrugada, a Polícia Civil encontrou o corpo da corretora numa área de mata próxima da cidade de Caldas Novas, em Goiás.

A corretora Daiane Alves de Souza, de 43 anos, desapareceu há mais de um mês, dia 17 de dezembro, em Caldas Novas, no sul de Goiás, quando foi vista entrando no elevador do condomínio, passando pela portaria para falar com o recepcionista. Depois disso, ela retornou ao elevador, e desceu para o subsolo. A partir daí, ela não foi mais vista.

A informação oficial sobre a localização do corpo da corretora é do delegado Pedromar Augusto de Souza, responsável pela investigação do crime.

O mistério teve fim após o delegado ouvir os depoimentos do síndico do prédio onde a família de Daiane possui 6 apartamentos, Cléber Rosa de Oliveira, e o seu filho, Maykon Douglas de Oliveira. Eles também foram presos pela Polícia Civil suspeitos do homicídio da corretora. A polícia ouviu também o porteiro do prédio, esse foi conduzido coercitivamente para a delegacia, para prestar depoimento.

Desdobramento

Dois dias após o desaparecimento da corretora, no dia 19 de dezembro, Cléber foi denunciado pelo Ministério Público pelo crime de perseguição reiterada, conhecido como stalking, praticado contra Daiane.

Conforme o MP, de fevereiro a novembro de 2025 Cléber praticou uma série de ações, incluindo agressões físicas e verbais contra a vítima. Segundo o promotor Christiano Menezes da Silva Caires, que assina a denúncia, Cleber ameaçou a integridade física e psicológica de Daiane por meio de vários atos, como, por exemplo, monitoramento constante e perturbação das suas atividades profissionais e pessoais, atingindo a sua liberdade e privacidade.

No mesmo dia, a Daiane denunciada pelo MP, mas pelo crime de invasão de domicílio, após ter entrado sem autorização na sala administrativa do síndico. A defesa de Daiane refuta a alegação, dizendo que "a acusação apresentada pelo síndico é infundada e omite a realidade dos fatos".

Com informações do portal G1