Defesa abandona caso de Pedro Turra

Escritório anunciou desligamento da causa após decisão do STJ manter prisão preventiva

Publicado em 25 de fevereiro de 2026 às 19:51

Piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso
Piloto de automobilismo Pedro Arthur Turra Basso Crédito: Reprodução Instagram

A defesa de Pedro Arthur Turra Basso, de 19 anos, acusado de homicídio doloso qualificado pela agressão que resultou na morte do adolescente Rodrigo Castanheira, de 16 anos, anunciou nesta quarta-feira (25), que não representa mais o réu no processo.

O escritório de advocacia Fior, Corrêa, Mendes & Kaefer divulgou nota oficial informando que deixa a representação do réu "ciente de ter entregue seu melhor empenho na defesa dos direitos do constituinte". O comunicado reforça o "compromisso inabalável com a defesa intransigente do devido processo legal e das garantias constitucionais".

A antiga defesa afirmou que não pode comentar a decisão em razão de limites contratuais.

O caso ganhou repercussão nacional após a briga ocorrida na saída de uma festa em Vicente Pires, no Distrito Federal, em 22 de janeiro de 2026. Turra, ex-piloto de automobilismo (Fórmula Delta), teria agredido Rodrigo com socos que o deixaram em coma. O adolescente faleceu em 7 de fevereiro, após 16 dias internado.

Turra está preso preventivamente desde 2 de fevereiro no Centro de Detenção Provisória do Complexo Penitenciário da Papuda. Nesta semana, o Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou mais um pedido de habeas corpus apresentado pela defesa, mantendo a prisão.

A 1ª Vara Criminal do Tribunal do Júri de Águas Claras aceitou a denúncia do Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), tornando Turra réu por homicídio doloso qualificado (por motivo fútil e com intenção de matar). A pena pode chegar a 30 anos de prisão, e o MP pede indenização de R$ 400 mil à família da vítima.

O abandono da defesa ocorre em um momento delicado para o réu, que agora precisará constituir novo advogado para prosseguir no processo. O caso segue sob investigação e tramitação judicial.

Com informações de Correio Braziliense