Publicado em 2 de julho de 2026 às 14:51
Nesta quarta-feira (1), a defesa da ex-deputada federal Carla Zambelli afirmou esperar que a Justiça da Itália negue, ao fim do processo, o pedido de extradição apresentado pelo Brasil. A manifestação ocorreu após a Suprema Corte italiana determinar a retomada da análise do caso, ao anular a decisão que havia autorizado o retorno da parlamentar ao país.>
Em nota, os advogados de Zambelli classificaram a decisão como uma "importante vitória jurídica internacional" e disseram esperar um novo julgamento imparcial.>
Segundo a defesa, a Corte de Cassação de Roma acolheu integralmente o recurso apresentado pelos advogados e identificou irregularidades na decisão anterior da Corte de Apelação de Roma, responsável por autorizar a extradição da ex-deputada.>
O processo está relacionado à condenação de Carla Zambelli por porte ilegal de arma de fogo e constrangimento ilegal, após ela perseguir um homem e apontar uma arma contra ele na véspera do segundo turno das eleições de 2022.>
De acordo com a defesa, as decisões anteriores apresentaram falhas processuais e não garantiram um julgamento justo à parlamentar. Com a determinação da Suprema Corte italiana, o caso será reanalisado por uma turma diferente da Corte de Apelação de Roma.>
A nota foi assinada pelos advogados Fábio Pagnozzi, no Brasil, e Pierermilio Sammarco, na Itália.>
Em resposta ao caso, a Advocacia-Geral da União (AGU) informou que ainda não recebeu a decisão italiana na íntegra, mas confirmou que o escritório responsável pela representação dos interesses do governo brasileiro foi comunicado de que o processo retornará à Corte de Apelação.>
Segundo a AGU, a nova análise mantém o pedido de extradição apresentado pelo Brasil e permitirá uma nova avaliação das garantias diplomáticas e dos fundamentos jurídicos apresentados pelo Estado brasileiro.>
O órgão informou ainda que continuará acompanhando o andamento do processo em conjunto com o Ministério da Justiça e Segurança Pública, por meio da Secretaria Nacional de Justiça, o Ministério das Relações Exteriores e demais instituições envolvidas, adotando as medidas cabíveis para defender os interesses do Estado brasileiro e garantir o cumprimento das decisões da Justiça brasileira.>