Publicado em 24 de fevereiro de 2026 às 16:23
Considerado foragido da Justiça, o rapper Oruam, nome artístico de Oruam (Mauro Davi dos Santos Nepomuceno), teve a defesa reforçada com a apresentação de um laudo psiquiátrico que aponta transtornos mentais e sugere tratamento fora do sistema prisional.>
O artista, de 25 anos, é réu por duas tentativas de homicídio qualificado contra policiais civis durante uma operação realizada em julho do ano passado, no bairro do Joá, na Zona Oeste do Rio de Janeiro. Ele também responde por resistência, desacato, ameaça e dano qualificado.>
Segundo o relatório clínico anexado ao processo, o cantor está em acompanhamento psiquiátrico e apresenta quadro compatível com Transtorno de Ansiedade associado a Transtorno Depressivo Moderado. O documento aponta prejuízo funcional significativo, com impacto na capacidade de tomada de decisão, estabilidade emocional e resistência ao estresse. O laudo ainda menciona que o sofrimento psíquico pode estar sendo agravado pelo temor de prisão, por problemas de saúde anteriores, como tuberculose e pneumonia, e por questões familiares.>
O julgamento que ocorreria na última segunda-feira (23), no Tribunal de Justiça do Rio de Janeiro, foi adiado para 30 de março devido à ausência de uma das vítimas, o delegado Moysés Santana Gomes.>
A situação do rapper se agravou após sucessivas violações das regras do monitoramento eletrônico. De acordo com a Secretaria de Estado de Administração Penitenciária (Seap), a tornozeleira eletrônica está desligada desde 1º de fevereiro. Desde que deixou a prisão, em 30 de setembro, Oruam teria descumprido a medida cautelar 66 vezes, principalmente por falta de carregamento do equipamento.>
Diante das irregularidades, o Superior Tribunal de Justiça revogou o habeas corpus anteriormente concedido. Na decisão, o ministro Joel Ilan Paciornik destacou que o descumprimento reiterado da medida, com períodos de até dez horas sem bateria, comprometeu a fiscalização e tornou o monitoramento ineficaz.>
A defesa sustenta que o encarceramento pode agravar o quadro clínico do artista e defende que o tratamento seja realizado fora do ambiente prisional.>
Com informações do Extra>