Publicado em 1 de maio de 2026 às 18:21
A Força Aérea Brasileira (FAB), por meio do Centro de Investigação e Prevenção de Acidentes Aeronáuticos (CENIPA), abriu investigação para apurar um incidente ocorrido na manhã de quinta-feira (30 de abril) no Aeroporto de Congonhas, em São Paulo. Dois aviões comerciais, um da Gol e outro da Azul, perderam a separação mínima de segurança e ficaram a cerca de 22 metros de distância vertical um do outro.>
O caso envolveu um Boeing 737-800 da Gol, que realizava o voo G3 1629 procedente de Salvador e se preparava para pousar, e um Embraer E195-E2 da Azul, que iniciava a decolagem rumo a Confins (MG). As aeronaves operavam na mesma pista (17R), em manobras simultâneas de pouso e decolagem.>
De acordo com relatos e áudios da torre de controle, a Azul recebeu autorização para alinhar e decolar, mas teria demorado a responder ou a iniciar a manobra. Ao perceber o risco de aproximação excessiva, o controlador ordenou que a decolagem fosse abortada e instruiu o piloto da Gol a realizar uma arremetida (go-around), ganhando altitude rapidamente.>
A distância mínima registrada entre as duas aeronaves foi de aproximadamente 22 metros na vertical, bem abaixo do limite de separação exigido pelas regras de tráfego aéreo, que normalmente exige centenas de metros de distância vertical ou horizontal, dependendo da fase do voo. O episódio é classificado como “perda de separação”, um incidente grave na aviação, embora não tenha havido risco iminente de colisão graças à ação rápida do controle de tráfego e das tripulações.>
Especialistas em segurança de voo explicam que a perda de separação ocorre quando aeronaves ficam mais próximas do que o permitido pelas normas do Departamento de Controle do Espaço Aéreo (DECEA). Mesmo quando os sistemas de alerta de colisão a bordo (TCAS) são acionados e as manobras evasivas funcionam, o evento é investigado para identificar falhas de comunicação, procedimentos ou coordenação entre torre e pilotos.>
A aeronave da Gol realizou uma nova aproximação e pousou em segurança em Congonhas. O avião da Azul prosseguiu o voo normalmente para Confins. Não houve feridos nem danos às aeronaves.>
Em notas oficiais, a Gol informou que colabora integralmente com o CENIPA. A Azul também afirmou que está prestando todas as informações necessárias. A concessionária Aena, administradora do aeroporto, reforçou que o controle do espaço aéreo é de responsabilidade exclusiva do DECEA/FAB.>
O CENIPA já realizou a “ação inicial” da investigação, que inclui coleta de dados, gravações de áudio, radares e depoimentos. O objetivo é determinar as causas do incidente e propor medidas para evitar recorrências.>
Com informações do portal Metrópoles e G1>