Fábrica clandestina com milhares de frascos falsificados de perfume é fechada no interior de SP

Esquema que vendia réplicas pela internet funcionava sem qualquer licença ou segurança; jovem de 23 anos foi preso em flagrante.

Publicado em 14 de maio de 2026 às 09:35

Fábrica clandestina com milhares de frascos falsificados de perfume é fechada no interior de SP
Fábrica clandestina com milhares de frascos falsificados de perfume é fechada no interior de SP Crédito: Reprodução/PCSP

Uma denúncia anônima levou a Polícia Civil e a Vigilância Sanitária a estourarem, na manhã desta quarta-feira (13), uma estrutura clandestina montada exclusivamente para a falsificação de perfumes de marcas famosas. O laboratório ilegal funcionava em um imóvel na Avenida Papa João XXIII, no bairro Nova Franca, localizado na cidade de Franca, interior de São Paulo.

Durante a investida, um jovem de 23 anos, apontado como o proprietário do negócio ilegal, foi capturado e preso em flagrante. No local, as equipes se depararam com milhares de recipientes prontos e insumos químicos armazenados em condições totalmente precárias.

A suspeita das autoridades é de que os cosméticos adulterados fossem distribuídos e comercializados para todo o país através de plataformas digitais na internet. Um registro em vídeo feito pelo investigador Júlio Rodrigues, da Polícia Civil, documentou o funcionamento dos bastidores do esquema, revelando como as fragrâncias eram manipuladas. Para enganar os compradores, os criminosos colavam etiquetas que imitavam perfeitamente os selos e rótulos de grifes internacionais de luxo, simulando que os produtos fossem de fato originais.

A varredura no endereço resultou na apreensão de um arsenal de materiais. Ao todo, foram recolhidos 3.600 recipientes menores lacrados, 480 vidros maiores também fechados, além de 1.800 unidades completamente embaladas e preparadas para envio postal. Os agentes também recolheram 450 frascos que ainda estavam vazios, 20 galões de 5 litros cheios de essências concentradas e outros 26 galões de 50 litros com diversas substâncias químicas. Todo esse montante será transportado para a capital paulista, onde passará por perícia técnica no Instituto de Criminalística (IC).

De acordo com o relatório policial, o espaço operava em total desacordo com as exigências técnicas e legais do país. O galpão funcionava sem Cadastro Nacional da Pessoa Jurídica (CNPJ) voltado à indústria e não possuía Alvará de Funcionamento. Na esfera de saúde e segurança, a fábrica não tinha a Autorização de Funcionamento de Empresa (AFE) emitida pela Anvisa, nem Licença Sanitária ou o acompanhamento obrigatório de um Responsável Técnico registrado no Conselho Regional de Química.

Para completar o cenário de irregularidades, a falta de Licença Ambiental e do Auto de Vistoria do Corpo de Bombeiros (AVCB) transformava o manuseio daqueles produtos químicos e inflamáveis em um risco severo e iminente de explosões ou incêndios no bairro.