Garimpeiros ameaçam agentes da PF durante operação no Rio Madeira

Suspeitos prometeram matar policiais e ofenderam autoridades enquanto acompanhavam ação federal

Publicado em 1 de março de 2026 às 17:16

(Agentes da Polícia Federal durante operação a garimpos ilegais no Rio Madeira) 
(Agentes da Polícia Federal durante operação a garimpos ilegais no Rio Madeira)  Crédito: Redes Sociais/Instagram 

Garimpeiros que atuam na extração ilegal de ouro no Rio Madeira ameaçaram agentes da Polícia Federal durante uma operação iniciada na última sexta-feira (27). A ação ocorre na região de divisa entre os estados do Amazonas e Rondônia.

Em vídeo gravado no momento da abordagem, um homem declara: “Vai morrer todo mundo, hein”, enquanto acompanha a aproximação de ao menos três lanchas da força-tarefa em um afluente do rio. Nas imagens, é possível ver os agentes efetuando disparos para o alto, em procedimento padrão de advertência, enquanto avançam para realizar a abordagem das embarcações utilizadas na atividade ilegal.

Outros registros mostram suspeitos dirigindo ofensas às autoridades, incluindo ataques verbais ao presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT). Em meio às gravações, uma mulher tenta conter um dos homens, alertando que ele poderia ser preso pelas declarações.

As imagens também exibem o momento em que as equipes federais avançam sobre dragas utilizadas no garimpo ilegal. Em outro trecho, um homem questiona a atuação dos agentes e faz novos xingamentos, enquanto a tensão aumenta no local.

A operação integra ações de combate à mineração ilegal na região amazônica, considerada estratégica tanto pelo impacto ambiental quanto pela atuação de organizações criminosas. Até o momento, a Polícia Federal não divulgou o balanço oficial da operação, como número de prisões, apreensões ou destruição de equipamentos.

O Rio Madeira é uma das principais rotas do garimpo ilegal na região Norte e tem sido alvo frequente de fiscalizações federais devido aos danos ambientais e conflitos envolvendo trabalhadores ilegais e forças de segurança.

Com informações do portal de notícias Cenarium